O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) encerrou nesta quinta (17) sua greve de fome de 9 dias contra o processo de cassação na Câmara, após acordo com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O protesto, que virou símbolo da resistência democrática, surpreendeu ao unir adversários políticos: desde o PL de Bolsonaro até o PP de Arthur Lira – este último acusado pelo PSOL de articular a retirada do mandato.
O caso começou após Braga reagir a provocações de um militante do MBL que xingou sua mãe no plenário em abril. O Conselho de Ética, com relatoria de Paulo Magalhães (PSD-BA), transformou a briga em pedido de cassação – mesmo punição aplicada a Daniel Silveira em 2022, mas que agora divide até a direita.
DETALHES QUE IMPACTAM
- Direita incomodada: Deputados do PL, PP e União Brasil visitaram Braga, criticando o “excesso” da cassação.
- Argumento-chave: “Se cassarem por isso, amanhã pode ser qualquer um”, disse Fausto Pinato (PP-SP).
- Hipocrisia exposta: Relator que quer cassar Braga absolveu Brazão (acusado de mandante do assassinato de Marielle).
VOZES CRUZADAS
- Marcelo Ramos (ex-PSD): “Não se cassam mandatos por chutes, mas por crimes. E o MBL que provoque o STF pra ver!”
- Cleitinho (Republicanos-MG): “Isso é polarização de torcida. Cassação só no voto!”
- Otoni de Paula (MDB-RJ): “Errou? Sim. Mas cassação é vingança, não justiça.”
O QUE ESTÁ EM JOGO?
- Precedente perigoso: Se Braga cair, qualquer protesto físico pode virar motivo de cassação.
- Crise na direita: PL e PP divididos entre disciplina partidária e medo de represálias futuras.
- PSOL na corda bamba: Defendeu cassação de Silveira, mas agora clama por “proporcionalidade”.
Fonte: Brasil de Fato






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