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VIDA

Governo corre atrás dos analfabetos para ensinar-lhes a ler e a escrever

Com 1.300 estudantes matriculados - maioria idosos e trabalhadores -, iniciativa enfrenta desafios históricos da educação brasileira: 9 milhões de analfabetos com mais de 15 anos no país

O analfabetismo no Brasil persiste como ferida aberta: são 9 milhões de pessoas com mais de 15 anos incapazes de ler ou escrever um bilhete simples, segundo o IBGE. No Distrito Federal, onde o programa DF Alfabetizado atua, 3,5% da população adulta permanece nessa condição – índice que esconde realidades mais cruéis quando observados os 18,5% de analfabetismo entre idosos.

Criado como política compensatória, o programa evoluiu para estratégia de inclusão cidadã: não se limita a ensinar letras, mas conecta alfabetização a direitos básicos e protagonismo social. Suas 52 turmas atendem majoritariamente pessoas acima de 60 anos – grupo que soma 72% das matrículas -, além de trabalhadores informais e população em situação de rua, evidenciando o caráter reparador da iniciativa.

ALFABETIZAÇÃO COMO POLÍTICA PÚBLICA PRIORITÁRIA

O DF Alfabetizado, programa da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), representa um esforço para reverter um cenário nacional crítico:

  • 9 milhões de brasileiros acima de 15 anos são analfabetos (IBGE, 2022)

  • No DF, 3,5% da população adulta não sabe ler/escrever

  • Idosos são os mais afetados: 18,5% dos brasileiros com 60+ são analfabetos

Eixos estratégicos do programa:
[1] Acesso universal: 52 turmas em territórios de alta vulnerabilidade
[2] Pedagogia crítica: Metodologias adaptadas à realidade dos alunos
[3] Continuidade educacional: Articulação com a EJA para evitar evasão


DESAFIOS ESTRUTURAIS ENFRENTADOS

|||| Barreiras históricas:

  • Adultos trabalhadores: 72% dos matriculados conciliam estudos com jornadas exaustivas

  • Idosos: Dificuldades cognitivas e mobilidade reduzida

  • Mulheres: 65% das alunas enfrentam dupla jornada

|||| Respostas do programa:

  • Horários flexíveis e conteúdos contextualizados

  • Aulas temáticas (saúde, direitos trabalhistas)

  • Parcerias com centros de acolhimento e CRAS


IMPACTOS SOCIAIS COMPROVADOS

Casos emblemáticos:

  • Damião, 62 anos: De morador de rua a estudante assíduo (“Agora escrevo meu nome”)

  • Nicodemos, 64 anos: Ex-engraxate que busca qualificação profissional

  • Turmas femininas: Relatos de aumento da autoestima e autonomia

Dados preliminares:

  • 78% de redução na evasão escolar em 2023

  • 40% dos egressos migraram para a EJA


POLÊMICAS E LIMITAÇÕES

[!] Críticas recorrentes:

  • Subfinanciamento: Orçamento 30% menor que o necessário para expansão

  • Falta de docentes: Só 40 educadores para 1.300 alunos

  • Fragilidade na transição para a EJA

|||| Propostas em debate:

  • Vinculação de 2% do ICMS à alfabetização de adultos

  • Parceria com universidades para formação de alfabetizadores

  • Criação de bolsas-estudo para reduzir evasão


O FUTURO DA POLÍTICA

Meta para 2024-2026:

  • Ampliar para 200 turmas (5.000 vagas)

  • Reduzir analfabetismo no DF para menos de 2,5%

  • Implementar certificação profissional integrada

Como participar:
Dieja/SEEDF: (61) 3318-2913

Fonte: Agência Brasília

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