Os Estados Unidos não consideram adiar ou cancelar a tarifa extra de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. O tarifaço anunciado por Donald Trump tem como “justificativa” uma alegada perseguição a Jair Bolsonaro, réu por golpe de Estado em processo que corre no Supremo Tribunal Federal.
Criticando internamente pelo flagrante abuso de poder, Trump adicionou depois também alegadas práticas comerciais brasileiras que poderiam causar prejuízos a empresas americanas — o PIX foi mencionado. Além disso, como punição, revogaram-se vistos de entrada nos EUA de autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro no Supremo.
Ontem (27), o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas não serão adiadas. Ele disse na Fox News Sunday: “Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro.” Lutnick também sinalizou que Donald Trump estará aberto a negociações após 1º de agosto, mas alertou para dificuldades: “Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão.”
O presidente Lula, na sexta-feira (25), afirmou estar aberto a negociar com Trump, acreditando que o americano foi “induzido a acreditar em uma mentira”. Para solução, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Mauro Vieira lideram os esforços diplomáticos. O governo criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo.
Taxa Trump-Bolsonaro
O tarifaço de Trump contra o Brasil foi articulado pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA sustentando por dois milhões de reais enviados pelo próprio pai. Lá, o filho de Bolsonaro é auxiliado por Steve Banon, uma espécie de conselheiro informal de Trump. Ele passa o dia enchendo os ouvidos de deputados e senadores da extrema direita norte-americana e de integrantes do governo. Difama o Brasil, repete a mentira de que o pai é injustamente perseguido e, nas redes sociais, já falou até na ameaça de um porta-aviões dos EUA chegar à costa brasileira como ameaça militar de invasão ao país.
Fonte: Agência Brasil






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