Desde segunda-feira (10), os professores da rede municipal de Niterói estão em greve, organizados pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ). A paralisação é uma resposta a medidas que, segundo a categoria, prejudicam a educação infantil e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Entre as principais reclamações estão o fim da bidocência modelo que garante duas professoras por turma para crianças de 4 e 5 anos e o aumento do número de alunos nas turmas de 1 e 2 anos.
Apesar de notícias sobre uma decisão judicial que determinaria o fim da greve, o Sepe-RJ afirma não ter recebido nenhuma notificação oficial. Segundo o jornal O Globo, o desembargador Ricardo Couto de Castro decretou o retorno imediato dos professores às salas de aula, sob pena de multa diária de R$ 500 mil ao sindicato e R$ 5 mil aos diretores do Sepe-RJ em Niterói.
Em nota, o sindicato reafirmou o direito constitucional à greve e criticou as medidas da prefeitura. “Fazer greve não é crime. Crime é atacar o direito à educação de crianças, jovens e adultos, em especial numa cidade com orçamento bilionário”, diz o texto. O Sepe-RJ também pediu a instalação de uma mesa de negociação com o governo para discutir as pautas da categoria.
Nesta quarta-feira (12), os professores realizaram uma marcha em defesa da educação, saindo do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) até o Clube Fluminensinho, onde aconteceu uma assembleia da rede. A mobilização reforça a importância da luta por melhores condições de trabalho e pela qualidade do ensino público.
A Prefeitura de Niterói, por sua vez, afirmou que mantém um professor adjunto para cada duas ou três turmas de crianças de 4 e 5 anos, além de garantir dois professores por turma para alunos com necessidades especiais. A Secretaria Municipal de Educação (SME) disse estar aberta ao diálogo com a categoria, mas os professores seguem firmes na greve, exigindo mudanças concretas.
A greve em Niterói reflete um desafio maior: a defesa da educação pública em um contexto de cortes e retrocessos. Enquanto os professores lutam por melhores condições, a sociedade precisa se perguntar: qual futuro queremos para nossas crianças e jovens?
Fonte: Brasil de Fato






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