Washington – A máquina de guerra dos Estados Unidos está cobrando um preço exorbitante dos próprios cofres americanos para sustentar a agressão não provocada contra o Irã. Em um briefing a portas fechadas no Congresso, o Pentágono admitiu que a guerra de Trump consumiu mais de US$ 11,3 bilhões apenas nos primeiros seis dias de conflito. O montante astronômico, no entanto, é apenas a ponta do iceberg de uma operação militar que já entra em sua segunda semana acumulando mortes de civis e esgotando rapidamente os estoques bélicos de Washington.
Os números apresentados aos senadores revelam a voracidade da ofensiva. Apenas nos dois primeiros dias de bombardeios, as forças estadunidenses torraram US$ 5,6 bilhões em munições. Para o senador Chris Coons, o custo real da operação é significativamente maior, ultrapassando a marca de US$ 10 bilhões somente para a reposição do arsenal utilizado. Diante do rombo, a Casa Branca já prepara um pedido de financiamento adicional ao Congresso que pode chegar a US$ 50 bilhões para bancar a chamada “Operação Fúria Épica”.
Lucro bélico e massacre de civis
Enquanto o governo americano despeja bilhões para manter a ofensiva, o custo humano da agressão recai sobre a população iraniana. Os bombardeios já assassinaram mais de 1.400 civis, incluindo crianças. Em contraste com o massacre no Oriente Médio, o presidente Donald Trump reuniu-se na última semana com executivos de sete grandes empreiteiras de armas, em uma tentativa desesperada do Pentágono de reabastecer os estoques militares que a própria guerra está dizimando, garantindo lucros recordes para a indústria da morte.
A escalada bélica gerou forte apreensão no Congresso americano. Parlamentares pressionam a administração a prestar depoimento público sob juramento para explicar quais são os planos reais de Trump para o conflito e quanto tempo ele pretende manter a agressão. Apesar das promessas do presidente de que os EUA permanecerão até “terminar o trabalho”, a realidade no terreno mostra um cenário diferente. Como alertaram altos funcionários de Teerã, a decisão sobre o fim da guerra não será ditada por Washington, mas sim pela resistência iraniana.






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