Teerã – A campanha militar do eixo Washington-Tel Aviv contra o Irã provocou um efeito bumerangue de proporções históricas. Enquanto Israel bombardeia alvos civis, as forças iranianas assumiram o controle total do Estreito de Ormuz, a principal artéria energética do planeta. O bloqueio imposto aos países do Golfo aliados dos Estados Unidos gerou um colapso logístico que forçou a Agência Internacional de Energia (AIE) e o G7 a planejarem a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo da história para tentar conter a crise global.
A estratégia ocidental de asfixiar a economia iraniana fracassou. O Irã está exportando uma média de 2,1 milhões de barris por dia — volume superior ao registrado antes da guerra —, enquanto proíbe a passagem de navios de países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Com os tanques de armazenamento cheios e sem rotas de exportação, os aliados dos EUA foram forçados a cortar drasticamente a produção. Diante do barril de petróleo se aproximando dos US$ 120, a AIE discute liberar entre 300 milhões e 400 milhões de barris, uma medida desesperada que analistas consideram insuficiente para cobrir o déficit diário.
A promessa vazia de Trump e o desafio iraniano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou acalmar os mercados prometendo intervenção militar direta. Em suas redes sociais, ele declarou: “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz, o mais rápido possível. Não importa o que aconteça, os Estados Unidos garantirão o FLUXO LIVRE de ENERGIA para o MUNDO”. Assim mesmo, com maiúsculas.
A promessa, no entanto, não se concretizou diante da força naval iraniana. O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Ali Reza Tangsiri, desafiou abertamente a frota americana: “Nenhum navio ligado aos agressores contra o Irã tem o direito de cruzar o Estreito de Ormuz. Se você tiver a menor dúvida, aproxime-se do estreito e tente”.
Ataques a bancos civis e a retaliação
A escalada no Golfo Pérsico ocorre em resposta à brutalidade da ofensiva dos EUA e de Israel, que já matou mais de 1.300 iranianos. A violação do direito internacional atingiu um novo patamar com o bombardeio israelense a uma agência do Bank Sepah, em Teerã, que matou diversos funcionários civis que preparavam a folha de pagamento.
Em resposta ao ataque contra a infraestrutura financeira, o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaqari, alertou que instituições ocidentais se tornaram alvos legítimos. “Com esta ação ilegítima e incomum, o inimigo está forçando nossa mão a atingir centros econômicos e bancos ligados aos EUA e ao regime sionista na região”, afirmou Zolfaqari, deixando um recado direto a Washington: “Os americanos devem aguardar nossa dolorosa ação retaliatória.”






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