O Irã afirmou que seus submarinos da classe Ghadir transformaram o estreito de Ormuz em uma área de alto risco para navios de guerra. A reboque, a Guarda Revolucionária Islâmica disse ter atingido o USS Tripoli, o chamado “Relâmpago dos Mares, navio de assalto anfíbio da Marinha dos Estados Unidos, com mísseis hipersônicos, forçando a embarcação a recuar para águas mais profundas do oceano Índico Meridional.
A afirmação foi divulgada pela agência estatal Fars.
Uma rota estratégica sob disputa
O estreito de Ormuz voltou ao centro do tabuleiro porque a geografia da região favorece operações assimétricas. Pequenos, silenciosos e projetados para águas rasas, os submarinos Ghadir da Guarda Revolucionária Islâmica reforçam a capacidade iraniana de minar a segurança da rota marítima por onde passa uma fatia decisiva do petróleo global. A ameaça, mesmo sem disparo, já produz efeito político e militar.
É nessa lógica que a notícia sobre o USS Tripoli se encaixa. O “Relâmpago dos Mares” tem quase 260 metros de comprimento, deslocamento de cerca de 45 mil toneladas e velocidade de até 22 nós. Transporta caças F-35B, aeronaves MV-22 Osprey e cerca de 2.200 fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária. A movimentação do navio, em março, já era vista como demonstração de força dos EUA na região.
Atacado e rechaçado, o USS Tripoli se une ao USS Ford, maior porta-aviões do mundo, que chegou nas franjas do Golfo Pérsico, recebeu um ataque em massa de mísseis balísticos, foi danificado e teve que se retirar para a Grécia.
Guerra de poder, não de defesa
A soma dessas duas informações revela o mesmo cenário: o Oriente Médio segue sendo tratado como peça de xadrez pelas potências imperialistas, que, por seu lado, enfrentam uma dura, legítima, corajosa, inesperada e eficiente resistência por parte do Irã.
Especialistas ouvidos pela Press TV, da Índia, citam ainda a possibilidade de propaganda psicológica, já que o comunicado iraniano não apresentou coordenadas nem horários precisos. Mas, confirmado ou não, o fato é que a escalada reforça o risco permanente de confronto em uma região onde petróleo, bases militares e poder geopolítico seguem falando mais alto que qualquer discurso de paz.






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