A internação de Jair Bolsonaro (PL) — ex-presidente, golpista condenado, líder do neofascismo no Brasil e defensor da tortura e do assassinato — ganhou contornos de farsa política. Enquanto o boletim médico deste fim de semana aponta uma piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, um laudo da prisão revelou que o extremista caminhou 5 km no dia anterior à sua crise de saúde.
O documento, assinado pelos profissionais que o atendem no Complexo Penitenciário da Papudinha, desmonta a narrativa de aliados que tentam culpar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo episódio. Na tarde de quinta-feira (12), véspera de sua transferência, o condenado estava em “bom estado de saúde, lúcido e orientado”. Durante a noite, ao apresentar uma crise de soluços, ele chegou a recusar a medicação oferecida, alegando que só a tomaria “após o jogo”.
Piora clínica e a narrativa bolsonarista
Foi apenas na manhã de sexta-feira (13), por volta das 6h15, que os médicos foram acionados devido a queixas de calafrios e febre, resultando em sua transferência pelo Samu. O quadro evoluiu para uma broncopneumonia bacteriana bilateral, de origem aspirativa. Atualmente, o líder neofascista encontra-se clinicamente estável, alimentando-se de dieta pastosa e recebendo oxigênio por cateter, além de antibióticos e fisioterapia. Não há necessidade de intubação.
Apesar da transparência do laudo prisional, parlamentares de extrema direita tentaram criar uma cortina de fumaça nas redes sociais, afirmando falsamente que o ex-presidente teria passado mal de madrugada e tido o socorro negligenciado.
A documentação oficial, no entanto, prova o contrário: o atendimento foi imediato assim que solicitado, e a gravidade do quadro foi precipitada pela própria negligência do preso com sua saúde ao recusar atendimento prévio para assistir a uma partida de futebol.






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