A Marcha para Jesus 2025, em São Paulo, transformou-se em um ato de apoio explícito a Israel, com bandeiras e discursos inflamados que ignoraram o genocídio em curso na Faixa de Gaza. O evento, que deveria ser uma celebração da fé, escancarou a aliança entre a extrema direita e o governo israelense, enquanto o massacre de palestinos é convenientemente esquecido.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em meio a louvores e bandeiras israelenses, numa das quais chegou enrolado ao evento, é um exemplo da obscena hipocrisia. Prefeitos como o paulistano Ricardo Nunes (MDB) e o sorocabano Rodrigo Manga (Republicanos), que saiu de vídeos chamativos no TikTok para a administração municipal, onde é acusado de desviar dinheiro da saúde pública, também participaram do evento, demonstrando o apoio político a um país que promove um massacre contra a população palestina.
A defesa de Israel foi o tom dominante nos discursos dos pastores. O estadunidense Larry Huch, conhecido por seu apoio a Benjamin Netanyahu e Donald Trump, declarou: “Quem abençoa Israel é abençoado”, ignorando o sofrimento de milhares de palestinos.
A fé cega diante do genocídio
Enquanto milhões marchavam em nome de Jesus, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) denunciava que, desde o fim do bloqueio total de Israel, pelo menos 340 palestinos foram mortos e outros 1,8 mil feridos por forças israelenses enquanto esperavam em filas por alimentos. Desde outubro de 2023, o número de palestinos mortos ultrapassa 56 mil, com mais de 130 mil feridos, a maioria mulheres, crianças e adolescentes.
A Marcha para Jesus, ao exaltar Israel, silencia sobre a tragédia humanitária em Gaza. A fé, que deveria ser um instrumento de justiça e solidariedade, torna-se cúmplice da opressão e da violência.
É fundamental que a sociedade brasileira questione essa postura e se posicione contra o genocídio em Gaza. A fé não pode ser usada para justificar a barbárie.
Fonte: Brasil de Fato






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