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GEOPOLÍTICA

Lula denuncia genocídio em Gaza e cobra paz global em nome da justiça social

Presidente afirma que mundo precisa de livros, não de bombas; critica ONU e defende reforma urgente no Conselho de Segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ocupar o centro do debate internacional neste domingo (1º), ao condenar com veemência os conflitos em curso na Faixa de Gaza e na Ucrânia. Em discurso firme durante o encerramento da convenção nacional do PSB, em Brasília, Lula denunciou o massacre promovido por Israel contra civis palestinos e defendeu uma nova arquitetura de poder global com mais voz para o Sul Global.

Diante de uma plateia que entoava gritos de “Palestina Livre”, Lula classificou como genocídio os ataques israelenses em Gaza. “O que vemos não é uma guerra entre dois exércitos. É um massacre covarde de mulheres e crianças indefesas”, afirmou, após ler a nota oficial do Itamaraty que condena os novos assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerada pela diplomacia brasileira como parte do território palestino.

Segundo Lula, por trás da retórica de combate ao Hamas está a tentativa de impedir a criação do Estado Palestino. “É a vingança de um governo contra a autodeterminação de um povo. Isso é inaceitável”, declarou, referindo-se ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, sem citar nomes.

Lula também criticou a guerra entre Rússia e Ucrânia, lamentando que os esforços de paz fracassem diante da lógica da indústria armamentista. “O mundo gastou US$ 2,4 trilhões em armas, enquanto 733 milhões de pessoas vão dormir com fome. Não é falta de comida. É falta de justiça social”, disse, reforçando que o Brasil não aceita invasões territoriais, inclusive a feita pela Rússia.

Ao final do discurso, o presidente defendeu, mais uma vez, a reforma urgente do Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, perdeu credibilidade. “EUA invadiram o Iraque, França e Inglaterra invadiram a Líbia, Israel faz o que quer e a Rússia também. Todos agem sem consultar a ONU. Isso prova que a governança global está falida”, acusou.

Lula defendeu a ampliação do conselho com países como Alemanha, Índia, Japão, África, México, Argentina e o próprio Brasil. “O mundo precisa de uma ONU mais representativa. Só assim poderemos evitar que as potências ajam como donos do planeta, impondo guerras e bloqueios a seu bel-prazer.”


[Brasil se agiganta]

A posição do Brasil contrasta com a omissão de potências ocidentais diante das violações cometidas por Israel. Enquanto EUA e União Europeia seguem fornecendo armas e blindando o governo Netanyahu, o Brasil assume um papel ativo na defesa do direito internacional. O apelo de Lula por paz e justiça social resgata o protagonismo ético da diplomacia brasileira, tradição consolidada desde a redemocratização.


Fonte: Brasil de Fato

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