O reinado do A23a, o maior iceberg do mundo, chegou ao fim. Imagens captadas pelo satélite chinês Fengyun-3D mostram que o colosso de gelo, que um dia foi maior que a cidade de São Paulo, está em seus estágios finais de desintegração e deve desaparecer completamente nas próximas semanas.
Um colapso visto do espaço
As imagens de alta resolução, divulgadas pela Administração de Meteorologia da China, revelam a dimensão do colapso. Quando se desprendeu da Antártida em 1986, o A23a tinha uma área de 4.170 quilômetros quadrados. Em 14 de janeiro, seu corpo principal media apenas 506 quilômetros quadrados, menos de um oitavo de seu tamanho original.
A desintegração se acelerou de forma dramática nas últimas semanas. Há apenas três semanas, o iceberg ainda media 948 quilômetros quadrados, o que significa que ele perdeu quase metade de seu tamanho em menos de um mês.
A causa da morte: “hidrofratura”
A causa dessa morte acelerada tem um nome: hidrofratura. O processo ocorre quando a água do degelo se acumula na superfície do iceberg, formando enormes piscinas e lagos. O peso dessa água exerce uma pressão colossal sobre o gelo, criando fissuras que, eventualmente, quebram o iceberg por dentro. As imagens de satélite mostram claramente essas piscinas de água azul se acumulando no centro do A23a, selando seu destino.
A sentença de morte do A23a é acelerada pelas condições atuais do verão no Hemisfério Sul. Com as temperaturas do ar e da água do mar subindo, o derretimento se intensifica, enquanto as correntes oceânicas empurram os fragmentos restantes para águas cada vez mais quentes, onde seu desaparecimento final é inevitável.
O A23a, que vagou pelos oceanos por quase quatro décadas, se torna agora um poderoso símbolo da fragilidade dos gigantes de gelo em um mundo em aquecimento.
Fonte: Com informações da Xinhua






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