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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Mencionando “liberdade de expressão”, Facebook e Instagram suspendem serviço contra fake news

Empresa doou dinheiro à campanha de Donald Trump e agora se engaja na agenda da extrema direita em todo o mundo

A empresa proprietária do Facebook, Instagram, Threads e WhastApp anunciou hoje que não mais usará instituições de checagens de fatos ou ferramentas próprias que agem contra conteúdos falsos. Isto é, está criada a terra de ninguém no ambiente virtual.

O comunicado foi feito na conta mantida pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg no Instagram. Além de renunciar oficialmente às políticas e ferramentas que tentam conter mentiras e discurso de ódio de trafegar nas redes sociais, Zuckerberg ainda se engajou no discurso criado pela extrema direita, sobretudo no Brasil. “Países da América Latina têm “tribunais secretos” que podem ordenar que empresas silenciosamente derrubem algumas coisas”, afirmou.

Essa, por si só, é uma alegação falsa e absurda, notadamente se aplicada ao Brasil. Todas as decisões sobre publicações nas redes sociais, sites, portais e blogs, são fundamentadas na lei brasileira. Serve tanto para coibir fake news, como no caso dos grupos de extrema direita, como para barrar notícias contra figuras proeminentes da República — a Agência Pública está há meses proibida de noticiar o resultado da apuração sobre a denúncia de agressão feita pela ex-esposa contra o presidente da Câmara, Arthur Lira. 

Sem detalhar a acusação, ele cita que os Estados Unidos “têm as proteções constitucionais mais fortes para liberdade de expressão no mundo” e que a Europa tem aprovado “um número cada vez maior de leis que instituem censura” e que “dificultam a construção de qualquer coisa inovadora por lá”.

Antes criticado por Donald Trump durante a primeira gestão do presidente, o executivo agora afirma que vai trabalhar ao lado do político “contra governos estrangeiros que vão atrás de empresas americanas para censurar mais”.

A “novidade” 

No lugar da checagem de fatos e de “reduzir drasticamente a censura” nas plataformas, a Meta vai se inspirar no modelo de moderação adotado pelo X, antigo Twitter, depois que ele foi comprado pelo bilionário Elon Musk — personagem que não só participou ativamente da campanha do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, como tentou descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal para favorecer no Brasil aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Esse novo modelo de moderação são as “Notas da Comunidade”, em que os próprios usuários complementam publicações com novas informações ou para denunciar eventuais mentiras.

De acordo com Zuckerberg, a ideia é “voltar às raízes da liberdade de expressão” para “simplificar” a classificação de conteúdos e focar na redução de erros na moderação, porque “governos e mídia tradicional têm pressionado para censurar mais e mais”.

Além disso, as redes agora terão políticas de conteúdo “simplificadas” e sem restrições radicais contra tópicos chamados de controversos, como gênero e imigração. Ou seja, o ódio contra a comunidade LGBTQIA+ ou contra estrangeiros e grupos étnicos minoritários voltará a reduzir a humanidade no ambiente digital. 

As Notas da Comunidade serão implementadas primeiro nos Estados Unidos, ainda sem previsão para lançamento nas plataformas, e mais tarde expandidas para o resto do mundo.

Zuckerberg confirmou ainda que voltará a trazer conteúdos políticos como publicações recomendadas nas redes, voltando atrás de uma alteração oficializada no ano passado.

Além disso, ele vai migrar as equipes de segurança e moderação da Califórnia para o Texas, que é um estado considerado ideologicamente mais conservador, para “evitar o viés” e “promover liberdade de expressão” entre os conteúdos.

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