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Ministro da Previdência dá truco em Moro e expõe origem bolsonarista da fraude no INSS

Wolney Queiroz questionou omissão de Moro, então ministro da Justiça, diante de denúncia feita à PF em 2020

Durante audiência no Senado nesta quinta-feira (15), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, reforçou que o bilionário esquema de fraude contra aposentados do INSS teve origem durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Diante de ataques da oposição, Queiroz virou o jogo e cobrou explicações do senador Sérgio Moro (União-PR), ex-ministro da Justiça, que ignorou denúncia de servidor à Polícia Federal sobre descontos indevidos já em 2020.

Segundo o ministro, foi no período bolsonarista que empresas fantasmas se credenciaram ao INSS para aplicar golpes, após mudanças na legislação que eliminaram o processo de revalidação anual das autorizações de desconto. A Medida Provisória 1.007, de 2019, transformada na Lei 14.438/2022 e sancionada sem vetos por Jair Bolsonaro, abriu caminho para a farra das associações falsas.

“Entre 2019 e 2022 é que o ladrão entra na casa”, resumiu Wolney, ao explicar que foi nesse intervalo que 11 empresas fraudulentas se estabeleceram com base em brechas criadas pela norma aprovada na gestão anterior. A explosão dos descontos irregulares foi identificada após auditoria da CGU e gerou a operação conjunta com a Polícia Federal em abril de 2025.

[DETALHES]

  • Esquema foi facilitado por MP editada em 2019, sancionada por Bolsonaro em 2022

  • Fraudes começaram no governo anterior e terminaram com operação do governo Lula

  • R$ 2,5 bilhões já foram bloqueados para ressarcir aposentados prejudicados

  • Wolney acusa oposição de distorcer os fatos e cobra responsabilidade histórica

[TRUCO EM MORO]

O ponto alto da audiência veio quando o senador Moro tentou imputar responsabilidade à atual gestão e foi confrontado por Wolney:

“Houve denúncia à PF em 2020. Vossa excelência era ministro da Justiça. Fez alguma coisa para coibir essas fraudes?”, questionou o ministro.

Moro afirmou que não tinha conhecimento da denúncia na época, mas seguiu tentando criticar a atuação do atual governo. Wolney respondeu que a CGU levou quase dois anos para concluir a investigação, que exigiu diligência e cruzamento de dados.

[COMO FUNCIONAVA A FRAUDE]

  • Falsificação de autorizações para descontos associativos

  • Uso de entidades de fachada para desviar recursos de aposentadorias

  • INSS firmava convênios sem validação anual dos beneficiários

  • Milhões de idosos foram vítimas de descontos não autorizados


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    Fonte: Brasil de Fato

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