Mais de 1,6 milhão de brasileiros deixaram de pagar pela renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 90 dias, o que gerou economia de R$ 1,248 bilhão entre 10 de dezembro de 2025 e 19 de março de 2026. O resultado é da Medida Provisória nº 1.327/2025, a chamada MP do Bom Condutor, criada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para baratear e democratizar o acesso ao direito de dirigir.
A medida permite a renovação automática da CNH para motoristas que não cometeram infrações com pontuação nos últimos 12 meses, entre outros critérios. Na prática, o governo tirou peso do bolso do motorista que mantém uma condução regular e reduziu uma etapa burocrática que historicamente encarece o processo para milhões de pessoas.
Economia no bolso e menos burocracia
A iniciativa integra o programa CNH do Brasil e também acelera a digitalização do serviço. O aplicativo já soma mais de 56 milhões de usuários ativos, oferece cursos teóricos gratuitos e reforça uma política pública que busca ampliar o acesso à habilitação, especialmente entre trabalhadores que dependem do documento para estudar, circular ou ganhar a vida.
Os dados mostram que o Sudeste concentrou a maior economia, com São Paulo à frente, ao poupar R$ 302,2 milhões. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com R$ 131,4 milhões, e Minas Gerais, com R$ 121,2 milhões. No Sul, Rio Grande do Sul e Paraná também registraram forte adesão.
Política pública que chega na ponta
A renovação está sendo feita por processamento em lotes e respeita o prazo legal de até 30 dias após o vencimento do documento. Nesse período, o condutor pode circular normalmente, conforme a legislação de trânsito.
Desde o lançamento, mais de 2 milhões de pessoas concluíram os cursos disponíveis na plataforma e mais de meio milhão de brasileiros emitiram a primeira carteira de motorista. O quadro ajuda a explicar por que a medida não é apenas administrativa: ela mexe com renda, mobilidade e acesso a direitos.
Em vez de tratar a CNH como privilégio caro, o governo Lula avança em direção a um sistema mais barato, simples e acessível para quem vive do próprio trabalho.






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