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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Novo surto do vírus Nipah na Índia acende alerta, mas risco para o Brasil é “quase zero”

Doença que inspirou o filme "Contágio" tem alta letalidade (até 75%), mas transmissão difícil; OMS monitora casos em profissionais de saúde

Nova Délhi e Brasília — A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta após a confirmação de um novo surto do vírus Nipah na Índia. Dois profissionais de saúde em Bengala Ocidental apresentaram sintomas suspeitos após visitarem uma área de risco, quebrando um hiato de quase 20 anos sem casos na região.

Embora não haja mortes confirmadas neste surto específico, a preocupação das autoridades sanitárias se justifica pela agressividade do patógeno: a taxa de letalidade do Nipah varia entre 40% e 75%. O governo indiano agiu rápido, enviando equipes de contenção e intensificando a vigilância em três distritos para rastrear contatos.

Brasil está seguro?

Apesar da gravidade na Ásia, não há motivo para pânico por aqui. O Ministério da Saúde e infectologistas são unânimes: a chance de o vírus chegar ao Brasil é remota.

“O risco é quase zero”, afirma Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele explica que, diferentemente do coronavírus, o Nipah tem uma taxa de reprodução muito baixa (0,3) — ou seja, uma pessoa infectada dificilmente passa o vírus para muitas outras. “É improvável que um surto localizado extrapole para outra região sem uma mutação drástica, o que é especulativo”, completa.

Raio-X do Vírus Nipah

Para entender o inimigo (que inspirou o filme Contágio, de 2011), preparamos um guia rápido:

  • O que é: Um vírus zoonótico, transmitido de animais (principalmente morcegos frutíferos e porcos) para humanos, ou por alimentos contaminados.
  • Sintomas: Começa como uma gripe forte (febre, dor de cabeça, vômito), mas pode evoluir rapidamente (24h a 48h) para encefalite (inflamação no cérebro), convulsões e coma.
  • Tratamento: Não existe vacina nem remédio específico. O tratamento é apenas de suporte para manter o paciente vivo enquanto o corpo luta.
  • Sequelas: Cerca de 20% dos sobreviventes ficam com danos neurológicos permanentes.

O Ministério da Saúde reforçou que mantém protocolos de vigilância ativos em parceria com a Fiocruz para monitorar qualquer ameaça, mesmo as mais distantes.

Fonte: Com informações do ICL Notícias e da Agência Brasil

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