Você já ouviu falar de medicamentos como Ozempic, Mounjaro ou Wegovy? Conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, eles são usados no tratamento de diabetes e, em alguns casos, para obesidade.
Agora, a forma de comprar esses remédios mudou no Brasil, e é importante entender o porquê.
A nova regra para a receita:
Desde junho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que as farmácias e drogarias precisam reter a receita médica desses medicamentos.
- Como funciona? Assim como acontece com antibióticos, o médico fará a receita em duas vias, e uma delas ficará na farmácia.
- Validade: A receita continua valendo por 90 dias a partir da data de emissão.
Por que a mudança? Combater o uso sem controle
Essa decisão da Anvisa é uma resposta a uma preocupação crescente de médicos e entidades de saúde.
- Preocupação: O uso sem supervisão desses medicamentos estava se tornando comum. Isso gera riscos para a saúde de quem usa de forma inadequada e ainda dificulta o acesso para pacientes que realmente precisam desses tratamentos.
- A “brecha”: Antes, a receita era exigida, mas não ficava retida na farmácia. Essa “brecha” facilitava a automedicação e o uso sem acompanhamento médico adequado, expondo as pessoas a perigos desnecessários.
E o “uso off label”?
Um ponto importante: a mudança não impede que o médico prescreva esses medicamentos para outras finalidades além das que vêm na bula (o chamado “uso off label”).
- Com responsabilidade: Essa é uma decisão que fica com o médico, que deve explicar tudo claramente ao paciente, garantindo que ele esteja bem-informado sobre o tratamento.
Fique atento: cuidado com versões manipuladas!
Médicos e sociedades de saúde também emitiram um alerta urgente sobre as versões manipuladas ou de origem duvidosa desses medicamentos.
- Alto risco: Esses remédios, como a semaglutida e a tirzepatida, são moléculas complexas que exigem um processo de fabricação rigoroso, com padrões de segurança, esterilidade e estabilidade.
- Perigo iminente: Versões manipuladas ou vendidas sem controle não têm essa garantia. Elas podem não ter efeito, não ser puras e, o mais grave, causar sérios riscos à sua saúde, pois não são testadas da forma correta.
O que especialistas e órgãos de saúde recomendam:
- Para profissionais de saúde: Prescrever apenas medicamentos aprovados pela Anvisa, com fabricação industrial certificada e vendidos em farmácias.
- Para pacientes:
- Recuse tratamentos que incluam versões alternativas ou manipuladas (incluindo vendas diretas em sites ou consultórios).
- Busque sempre opções aprovadas pelos órgãos reguladores.
- Para fiscalização: Órgãos como a Anvisa e os conselhos de medicina devem intensificar a fiscalização contra quem vende ou prescreve essas versões perigosas.
Ficar bem informado é o melhor caminho para cuidar da sua saúde e da saúde de todos!






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