A bancada do PDT na Câmara, com seus 17 deputados federais, anunciou nesta terça-feira (6) sua saída da base do governo Lula, quatro dias após a saída do ministro Carlos Lupi (Previdência) envolvido em esquema de descontos ilegais no INSS. O líder do partido, Mário Heringer (MG), negou que o movimento seja retaliação direta ao caso, mas admitiu que o escândalo foi “a gota d’água” em uma relação já desgastada.
Embora deixe a base governista, o PDT não se junta à oposição, mantendo-se como “independente”. A decisão ocorre enquanto o governo tenta controlar os danos do escândalo que movimentou R$ 6,3 bilhões em cobranças irregulares desde 2019 – incluindo todo o período bolsonarista.
[DETALHES]
Por que o PDT saiu?
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Falta de apoio: Heringer afirmou que o governo não dava “reciprocidade e respeito” ao partido
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Crise no INSS: Operação da PF e CGU revelou descontos não autorizados em benefícios previdenciários
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Troca no ministério: Lupi saiu, e Wolney Queiroz (PDT) assumiu interinamente
O esquema no INSS
>> Quando começou: 2019 (governo Bolsonaro)
>> Valor desviado: R$ 6,3 bilhões em mensalidades associativas indevidas
>> Ações recentes:
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Exoneração do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto
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Afastamento de 4 dirigentes e um policial federal
Próximos passos
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PDT seguirá votando “caso a caso”
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Governo tenta segurar apoio de outros partidos da base
[ENTENDA]
O que está em jogo?
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Governo Lula: Perde 17 votos em um Congresso já fragmentado
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PDT: Tenta se reposicionar sem aderir à oposição bolsonarista
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Previdência: Reforma deve ser impactada pela crise de credibilidade
[REAÇÕES]
“Não é retaliação, mas o governo não nos respeitava. O caso do INSS foi a gota d’água.”
Mário Heringer (PDT-MG)
> Líderes governistas: Acreditam que PDT pode voltar após ajustes políticos
> Oposição: Aproveita crise para pressionar por CPI da Previdência






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