Em um ato que sela a derrocada de sua carreira pública, a Polícia Federal publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2) uma intimação para que Eduardo Bolsonaro, foragido nos Estados Unidos, retorne “imediatamente” ao seu cargo de origem como escrivão da corporação. A medida é o capítulo final de um processo que começou com a cassação de seu mandato de deputado federal e agora abre caminho para sua demissão por abandono de cargo.
O ato da PF determina a “cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo” a partir de 19 de dezembro de 2025, um dia após a Câmara dos Deputados ter cassado seu mandato por ausência. Como Eduardo não retornou ao Brasil nem se apresentou à Polícia Federal, ele passa a ser considerado ausente de suas funções como servidor público.
A situação de Eduardo Bolsonaro é uma espiral de consequências de seus próprios atos. Eleito deputado por São Paulo em 2015, ele fugiu para os Estados Unidos em março de 2025 e pediu licença do mandato. A licença terminou em julho, mas ele nunca mais retornou ao Brasil, acumulando faltas que levaram à perda de seu mandato.
Além de foragido e agora na iminência de ser demitido do serviço público, o filho do ex-presidente também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de promover sanções contra o Brasil para tentar evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.
A intimação da Polícia Federal, portanto, não é um convite, mas um procedimento administrativo formal. É o primeiro passo para declarar o abandono do cargo e, consequentemente, exonerar da corporação o ex-deputado que trocou o Congresso e a carreira pública por uma vida de fugitivo nos Estados Unidos.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






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