O Brasil foi às ruas neste domingo (13) em mobilização nacional que reuniu 1.120 atividades em defesa da chapa Lula/Alckmin. No encerramento do dia, em live com a militância, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou propostas para a segurança pública e para o envelhecimento da população. Os dois eixos têm um ponto em comum: a presença do Estado onde a desigualdade e a violência tentam impor sua lei.
Devolver o território ao povo
Lula defendeu mudança na Constituição para dar protagonismo à União na segurança.
“Nós queremos aprovar no Congresso a PEC que diz qual é o papel da União, dos estados e das prefeituras. A gente vai se meter nisso porque a gente quer devolver o território para a comunidade. Vamos liberar o povo brasileiro do crime organizado”, afirmou.
Com a aprovação da proposta, o plano prevê criar o Ministério da Segurança Pública e consolidar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Vamos fazer segurança de verdade, com muita inteligência, para que a gente possa assegurar que esse país vai ter paz”, disse.
A proposta inclui transformar 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima, fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e ampliar o Celular Seguro.
“Se você tiver seu celular roubado, ele vai ser bloqueado, e quem roubou não vai poder fazer nada”, detalhou. “É o povo que tem que ser dono da vila”, resumiu.
Envelhecer com cuidado e autonomia
No mesmo encontro, Lula defendeu uma política de envelhecimento com cuidado, autonomia e vida social. “Não vamos deixar os idosos que construíram esse país abandonados porque estão com uma doença ou porque estão com dificuldade de andar”, afirmou. O plano prevê ampliar o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI) e os Centros-Dia, além de letramento digital para proteger os idosos de golpes e fraudes.
“As pessoas idosas não podem ficar sentadas na frente de uma televisão, sendo consumidas, não. Têm que levantar, andar, conversar, fazer”, disse. E completou: “nadar, passear, ler, assistir filme, se quiser dançar, dançar. E por que não namorar também?”.
A live encerrou um dia em que o país foi às ruas. Lula colocou no mesmo horizonte quem começa a vida e quem ajudou a construir o país. “Eu sou motivado a acreditar na vida”, disse. No Brasil que projeta, o Estado não abandona o povo — nem na vila dominada pelo crime, nem na velhice.
