Na madrugada de domingo (27), a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul despejou 300 famílias sem-terra em Dourados, em ação sem ordem judicial. Os fatos:
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Área ocupada pertence à JBS e está improdutiva há 12 anos
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Incra já havia sido acionado para mediar processo de reforma agrária
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PM usou bombas de gás, balas de borracha e destruiu barracos e plantações
Violência policial:
O MST relata que a PM:
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Isolou o acampamento fechando a MS-379
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Agiu antes de qualquer decisão judicial
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Destruiu cultivos de subsistência das famílias
2. Contexto da ocupação
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As famílias fazem parte do Acampamento Esperança (270 famílias já viviam no local há 2 anos)
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Em 2024, a comunidade sofreu 3 incêndios criminosos e 1 ataque de pistoleiros
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A ocupação integra a Jornada Nacional de Lutas do Abril Vermelho
Dados alarmantes:
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Só em abril, o MST realizou 30 ocupações em todo o país
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No MS, há 12 mil famílias acampadas esperando reforma agrária
3. Repressão se repete em Alagoas
No sábado (26), em Arapiraca (AL):
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300 trabalhadores ocuparam fazenda do Grupo Bananeira (improdutiva desde 2012)
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Pistoleiros do movimento Invasão Zero ameaçaram as famílias com 20 caminhonetes
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PM bloqueou entrada de alimentos até mediação do Incra
Fala da liderança:
“Queremos transformar terras ociosas em produção de alimentos e vida digna”
4. Por que isso importa?
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Constituição de 1988 prevê desapropriação de terras improdutivas para reforma agrária
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Ação policial sem mandado configura abuso de autoridade
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Soberania alimentar é ameaçada quando se destrói roças de subsistência
E agora?
As famílias seguem:
<> Resistindo no local
<> Bloqueando a rodovia em protesto
<> Exigindo assentamento imediato
Nota da Frente Livre
Enquanto latifúndios improdutivos ficam intactos, o Estado reprime quem produz comida. Reforma Agrária já não é só justiça social – é necessidade nacional!
Fonte: Brasil de Fato






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