A Polícia Militar de São Paulo abriu investigação após um vídeo viralizar mostrando agentes do Batalhão de Ações Especiais (Baep) fazendo gestos associados à Ku Klux Klan e a grupos neonazistas. Nas imagens, os PMs aparecem com os braços erguidos à altura dos ombros – saudação típica de supremacia branca – diante de uma cruz em chamas, símbolo histórico de linchamentos racistas nos EUA.
O vídeo, publicado e depois deletado pelo perfil oficial do 9º Baep de São José do Rio Preto, mostrava os policiais em treinamento com sinalizadores vermelhos e a sigla do batalhão ao fundo. A PM afirmou em nota que “repudia intolerância” e apurará o caso, mas especialistas denunciam: isso não é isolado.
DETALHES QUE CHOCAM:
- Símbolos nazistas: O gesto e a cruz em chamas são marcas registradas da KKK e de grupos neonazistas.
- Histórico do Baep: Conhecido por operações violentas, o batalhão já foi comparado à Rota, tropa infame por execuções.
- Nota da PM: Diz “apurar responsáveis”, mas não menciona afastamento dos envolvidos.
O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS?
- Ariel de Castro Alves (Tortura Nunca Mais):
“Isso reflete a formação violenta da PM, que vem desde a ditadura. Esses treinamentos incitam ódio e racismo.”
- Dados alarmantes:
- SP teve 1.393 mortes por policiais em 2023 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).
- Baep e Rota são responsáveis por 70% das chacinas no estado.
O QUE FAZER?
- Ministério Público deve cobrar afastamento imediato dos PMs.
- Corregedoria precisa investigar treinamentos secretos com práticas extremistas.
- Sociedade civil pressionar por desmilitarização.
Fonte: Agência Brasil






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