Em uma ação coordenada de repúdio, China e Rússia acusaram formalmente os Estados Unidos de praticarem “pirataria” e “banditismo” no Mar do Caribe, ao perseguirem e sequestrarem navios petroleiros que comercializam com a Venezuela. As manifestações, feitas nesta quinta-feira (25), elevam a tensão geopolítica na região e consolidam um eixo de apoio ao governo de Nicolás Maduro contra as sanções unilaterais impostas por Donald Trump.
As acusações representam a mais dura reação diplomática contra a estratégia dos EUA de asfixiar economicamente a Venezuela, utilizando sua força naval para interceptar o comércio legítimo de petróleo em águas internacionais.
Rússia: “roubo de propriedade alheia”
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, usou termos contundentes para classificar a política americana. Para Moscou, as ações dos EUA equivalem a um “roubo de propriedade alheia” e à ressurreição de práticas há muito esquecidas.
“Hoje, testemunhamos uma completa anarquia no Mar do Caribe, onde o roubo de propriedade alheia ou seja, a pirataria e o banditismo estão sendo revividos”, declarou Zakharova. Em seu comunicado, ela apelou ao “pragmatismo e à racionalidade” de Donald Trump para buscar uma solução dentro das normas jurídicas internacionais, e não pela força.
A Rússia, que confirmou a perseguição a pelo menos três navios nas últimas semanas, reafirmou seu apoio irrestrito a Caracas. “Confirmamos ainda nosso apoio aos esforços do governo de Nicolás Maduro para proteger a soberania e os interesses nacionais”, completou a porta-voz.
China: “típica lógica pirata”
A posição russa ecoa a mesma acusação feita pela China, três dias atrás . O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, classificou a captura de um navio venezuelano como um ato de “pirataria” e afirmou que a atitude dos EUA expõe uma “típica lógica pirata”.
Pequim argumenta que a cooperação entre China e Venezuela é legal, comercial e beneficia ambos os povos, não devendo ser alvo de interferência externa. O governo chinês foi enfático ao exigir que os Estados Unidos cessem imediatamente suas “ações ilegais” e se comprometeu a tomar as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas.
Um eixo contra as sanções
As manifestações coordenadas de Rússia e China consolidam uma frente de oposição às sanções unilaterais americanas, que não possuem respaldo do direito internacional. Ao classificar as ações militares dos EUA como “pirataria”, as duas potências mundiais desafiam a legitimidade da política de Washington e sinalizam que não assistirão passivamente à tentativa de colapsar a economia venezuelana, um importante parceiro comercial e estratégico para ambos.
Fonte: Com informações do Brasil de Fato






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