Teerã – A escalada militar promovida pelo eixo Washington-Tel Aviv no Oriente Médio está arrastando o mundo para uma nova crise energética, fazendo o preço do petróleo disparar e se aproximar da marca de US$ 120 o barril. A instabilidade gerada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o Líbano afeta diretamente a economia global, enquanto cobra um preço altíssimo em vidas humanas, com milhares de civis mortos e o uso de armas químicas.
Com o fechamento do Estreito de Ormuz e a redução da produção por países como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, os mercados reagem com pânico à disparada no preço do petróleo. O barril ultrapassou a barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde 2022, derrubando as principais bolsas de valores da Ásia, Europa e Estados Unidos. A crise atinge a cadeia de combustíveis e gás natural, forçando o G7 a discutir a liberação de reservas estratégicas de emergência, escancarando que a guerra ocidental desestabiliza o mundo.
Massacre de civis no Irã
Enquanto o preço do petróleo domina as preocupações do mercado financeiro, o impacto humanitário da agressão é devastador. No Irã, o vice-ministro da Saúde, Ali Jafarian, confirmou que pelo menos 1.255 pessoas já foram mortas, incluindo 200 crianças e 11 profissionais de saúde, além de mais de 12 mil feridos. A esmagadora maioria das vítimas não tinha qualquer envolvimento no conflito. “Eles estavam vivendo em suas casas ou [estavam] em seus locais de trabalho”, afirmou Jafarian.
Os bombardeios aéreos israelenses contra instalações petrolíferas iranianas espalharam uma nuvem de fumaça tóxica sobre a capital. “A cidade inteira ficou escura até a tarde de ontem”, relatou o vice-ministro. Rebatendo a justificativa de Israel de que os alvos eram militares, Jafarian foi categórico: “E esta não é uma questão militar. … Este não é um alvo militar”.
Fósforo branco e crimes de guerra no Líbano
A brutalidade da ofensiva se estende ao Líbano, onde as forças israelenses continuam a violar o direito internacional. A organização Human Rights Watch (HRW) confirmou que Israel utilizou munições de fósforo branco — uma substância química incendiária proibida em zonas habitadas — sobre áreas residenciais da cidade de Yohmor.
A denúncia expõe a conivência ocidental com os crimes de guerra de Tel Aviv. O pesquisador da HRW, Ramzi Kaiss, exigiu ações imediatas: “Israel deve cessar imediatamente esta prática, e os estados que fornecem armas a Israel, incluindo munições de fósforo branco, devem suspender a assistência militar e as vendas de armas e pressionar Israel a parar de disparar tais munições em áreas residenciais”.






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