Desde março de 2024, a prisão do deputado Chiquinho Brazão gerou um custo mínimo de R$ 1,1 milhão para a Câmara dos Deputados, segundo levantamento do Poder360.
De abril a dezembro, seu salário bruto somou R$ 181,4 mil, com R$ 95,7 mil líquidos recebidos, incluindo gratificação natalina. Descontos por ausência em sessões chegaram a cerca de R$ 27 mil mensais.
A manutenção do gabinete de Chiquinho Brazão, com 23 funcionários ativos, adiciona mais de R$ 994 mil em salários (sem incluir dezembro), resultando em custo mensal aproximado de R$ 124 mil.
Em outubro de 2024, o ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido do União Brasil para cassar o mandato do deputado. Apesar disso, o Conselho de Ética da Câmara já recomendou a cassação, decisão ainda pendente de votação em plenário.
“A vereadora era minha amiga”, disse Chiquinho Brazão em julho, em videoconferência com o Conselho de Ética, negando ter ordenado o assassinato de Marielle Franco. “Eu não teria qualquer motivo para assassiná-la, porque nós sempre fomos parceiros.”
Apesar da recomendação de cassação em agosto de 2024, Chiquinho Brazão continua recebendo salário e mantendo seu gabinete, além de benefícios como plano de saúde e moradia funcional.
O caso envolve o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes em 2018, crime do qual Chiquinho Brazão é réu. A situação levanta questionamentos sobre os gastos públicos e a morosidade do processo de cassação.
Em 2017, um ano antes do assassinato de Marielle Franco, Chiquinho Brazão esteve preso por uma semana em investigação da Operação Quinto do Ouro da Polícia Federal (PF), relacionada a suspeitas de corrupção.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






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