Uma iniciativa que une seis dos maiores hospitais privados do país em apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) está alcançando resultados expressivos no combate a um dos maiores desafios da saúde global: as infecções hospitalares. O projeto “Saúde em Nossas Mãos” conseguiu reduzir em 26% a incidência dessas infecções em UTIs públicas, gerando uma economia estimada em mais de R$ 150 milhões para os cofres públicos em pouco mais de um ano.
Desenvolvido por hospitais como Albert Einstein, Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa, o projeto atua diretamente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos, crianças e recém-nascidos, com foco em medidas de prevenção que podem ser replicadas em larga escala.
O foco em infecções evitáveis
O projeto concentra seus esforços em combater três das mais perigosas e comuns infecções relacionadas à assistência, todas causadas pelo uso de cateteres:
- Infecção primária da corrente sanguínea (associada a cateter venoso central).
- Pneumonia (associada à ventilação mecânica).
- Infecção do trato urinário (associada a cateter vesical).
“Estamos falando de infecções graves […] que aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares e que podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção”, explica Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto.
O impacto que salva vidas e dinheiro
O sucesso da iniciativa vai além dos números. No Brasil, estima-se que cada infecção hospitalar evitada represente uma economia de R$ 60 mil a R$ 110 mil para o SUS. Em um cenário global onde essas infecções podem causar até 3,5 milhões de mortes por ano, cada percentual de redução significa milhares de vidas salvas.
A meta do projeto é ainda mais ambiciosa: alcançar uma redução de 50% nas infecções hospitalares até o final de 2026. O “Saúde em Nossas Mãos” prova que a colaboração entre os setores público e privado, quando bem executada, pode gerar um impacto transformador na saúde da população.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






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