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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Quem manda nas redes? CGI.br lança consulta pública por regras mais justas

Plataformas lucram com desinformação, mas sociedade brasileira exige voz na regulação

Você já se perguntou quem realmente controla o que aparece no seu feed? Quem lucra com o ódio, com as fake news, com a polarização? E quem paga a conta quando as redes se tornam palco de ataques à democracia? Foi para enfrentar essas questões que o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) abriu uma consulta pública sobre a regulação das plataformas digitais no país.

O processo participativo está aberto até 17 de junho no site dialogos.cgi.br e propõe um debate nacional sobre 10 princípios fundamentais que devem guiar a criação de leis e políticas para redes como Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e X (ex-Twitter). A ideia é simples e poderosa: o Brasil precisa ter regras claras e democráticas para o funcionamento das redes sociais — com soberania, responsabilidade e respeito aos direitos humanos.

O anúncio foi feito durante o 15º Fórum da Internet no Brasil (FIB), em Salvador, e marca um passo essencial no enfrentamento ao poder descontrolado das Big Techs. “Esses princípios equilibram liberdade e responsabilidade. É hora de tirar o controle das mãos das plataformas e devolver ao povo brasileiro”, disse Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

A proposta define redes sociais como espaços digitais mediados por algoritmos, que promovem interação e consumo de conteúdo — geralmente bancados por anúncios. São sistemas que operam em lógica de lucro, e não de justiça. Por isso, o documento propõe diretrizes como: soberania nacional, integridade da informação, privacidade, inovação, prevenção de danos, transparência e proporcionalidade regulatória.

Além disso, o CGI.br afirma que o Brasil precisa liderar esse debate com participação popular. O momento é de fortalecer a democracia, e não de se curvar ao lobby das Big Techs.


[Como o Brasil quer agir diante da crise digital global]

Tema EUA e Europa Proposta do Brasil via CGI.br
Regulação de conteúdo Foco em censura e remoção de conteúdos ilegais Foco em transparência e responsabilização dos sistemas
Papel do Estado Disputa com empresas, mas sem consenso público     Governança multissetorial com sociedade civil
Liberdade de expressão Muitas vezes usada para barrar regulações Equilíbrio entre liberdade e proteção contra abusos
Direitos digitais Não são prioridade nas legislações atuais Princípios baseados na proteção de direitos humanos
Participação social Limitada ou inexistente Consulta pública aberta a toda a população
Combate à desinformação Reativo e punitivo Preventivo e baseado em integridade informacional



NOTA EDITORIAL

O recado está dado: as redes não podem ser uma terra sem lei. A participação popular nessa consulta pode garantir que o Brasil não repita os erros de outros países. Chega de algoritmos escondidos, de lucros bilionários com fake news e de impunidade para plataformas que sabotam a democracia. É hora de virar esse jogo.

Fonte: Portal Vermelho

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