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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Sanções dos EUA encorajaram China a criar DeepSeek

Inteligência Artificial que usa chips menos potentes com melhores resultados veio do esforço dos engenheiros chineses

O verdadeiro desafio da DeepSeek, startup chinesa de Inteligência Artificial, nunca foi o financiamento, mas as restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de chips de última geração para a China. Em uma entrevista recente, Liang Wenfeng, fundador da empresa, destacou que as sanções norte-americanas forçaram a indústria chinesa a buscar alternativas inovadoras. Segundo Zhuang Fei, diretor de conteúdo da Wave Media, essas restrições levaram a DeepSeek e outras equipes chinesas a focar em melhorar algoritmos e métodos de treinamento de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), em vez de depender de hardware avançado.

A DeepSeek causou um impacto significativo no setor de IA ao lançar seu modelo DeepSeek R1, de código aberto, no mês passado. O lançamento resultou na maior queda de valor de uma empresa na bolsa em um único dia: a Nvidia, líder do mercado de chips de IA, perdeu quase 600 bilhões de dólares. A ferramenta da DeepSeek alcançou desempenho comparável aos modelos mais avançados, como os da OpenAI e da Meta, utilizando menos recursos e chips menos potentes. Isso abalou a ideia de que o desenvolvimento de IA depende exclusivamente de hardware de ponta.

A inovação da DeepSeek não se limitou ao desempenho técnico. A empresa utilizou cerca de 2 mil chips H800 da Nvidia, que não são os mais avançados, e ofereceu sua ferramenta gratuitamente, em contraste com os modelos de assinatura caros de empresas norte-americanas. Essa abordagem desafiou a lógica de mercado baseada no lucro, defendida por figuras como Sam Altman, da OpenAI. Zhuang Fei argumenta que a DeepSeek transformou a indústria de IA, tornando-a mais focada em inovação do que em investimentos massivos.

A reação do Norte Global ao sucesso da DeepSeek foi imediata. Países como Estados Unidos, Itália e Coreia do Sul começaram a restringir o acesso à ferramenta, alegando riscos à segurança nacional. Fu Cong, representante permanente da China na ONU, rejeitou essas acusações, destacando que a contenção tecnológica não funciona e que o engenho dos cientistas chineses não deve ser subestimado. Zhuang Fei criticou a reação como “triste e ridícula”, já que o DeepSeek é de código aberto e pode ser adaptado por qualquer programador, independentemente de sua localização.

A DeepSeek também enfrentou acusações de ter utilizado modelos da OpenAI para desenvolver suas ferramentas. Zhuang Fei rebateu, explicando que quase todos os 150 funcionários da empresa se formaram em universidades chinesas e não têm ligação com o Vale do Silício. O sucesso da DeepSeek, portanto, é fruto do talento e da inovação local, reforçando a capacidade da China de competir globalmente em tecnologia, mesmo diante de restrições externas.

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