Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

sarampo nas Américas
Foto: Freepik
VIDA

Sarampo cresce e Brasil entra em alerta máximo

Governo Lula luta para preservar certificado de área livre

O Brasil está em alerta máximo por causa do aumento dos casos de sarampo nas Américas. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, o Ministério da Saúde intensificou ações de prevenção e controle para manter o país como área livre da doença.

Em 2025, o continente registrou 14.891 casos e 29 mortes em 14 países. Só até 5 de março de 2026, já eram 7.145 infecções confirmadas. No Brasil, o primeiro caso do ano foi identificado na semana passada, em uma bebê de 6 meses, em São Paulo. A criança contraiu a doença durante viagem à Bolívia, que vive surto de sarampo.

Vigilância e vacinação

Mesmo com a confirmação, o país ainda não corre risco de perder o certificado de área livre, reconquistado em 2024. Isso ocorre porque não há transmissão sustentada em território nacional. Gatti afirmou que o desafio é manter a cobertura vacinal em alta e reforçar a vigilância, sobretudo em áreas com menor índice de vacinação.

“Por conta do cenário internacional, o Ministério [da Saúde] está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, a gente precisa continuar vacinando a população e alertando que a vacina é a principal prevenção, além de promover ações específicas em locais que estão com a cobertura mais baixa”, disse Gatti.

O ministério também mantém campanhas em regiões de fronteira. O calendário básico do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas doses da vacina contra o sarampo: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral.

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas só 77,9% completaram o esquema na idade correta. Pessoas de até 59 anos sem comprovante das duas doses devem se imunizar.

Cobertura ainda é desafio

As autoridades de saúde fazem investigação e resposta rápida a casos suspeitos. Em 2026, até 26 de janeiro, o Ministério da Saúde havia registrado 27 suspeitas no país. Quando há notificação, equipes realizam bloqueio vacinal, buscam contatos próximos e monitoram o entorno do caso.

O diretor do PNI também destacou o risco trazido por viagens internacionais, especialmente com a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. Segundo ele, aeroportos, portos e cidades com grande circulação de estrangeiros exigem atenção permanente.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57