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Vazamento de dados de ministros
Servidor do Serpro no Rio de Janeiro acessou os dados sigilosos e os repassou a uma terceira pessoa. Foto: Divulgação PF
BRASIL

Servidor do Serpro é suspeito de vazar dados do STF

Receita identifica funcionário que acessou sigilo de ministros e familiares

A operação de busca e apreensão realizada na manhã desta terça-feira (17) trouxe à tona a origem do vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Receita Federal identificou fortes indícios de que um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cedido ao Fisco e lotado no Rio de Janeiro, seria o responsável por acessar irregularmente os sistemas e repassar informações sigilosas a terceiros. A descoberta conecta a quebra de sigilo a investigações anteriores, sugerindo um padrão de conduta criminosa dentro da administração pública.

A apuração inicial revela que o suspeito já estava na mira da corregedoria da Receita e da Polícia Federal por outros episódios de violação de sigilo. Foi a detecção de uma “sobreposição” de atuações desse mesmo servidor que acendeu o alerta vermelho e acelerou a operação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O rastreamento digital permitiu mapear não apenas quem acessou, mas o tempo de visualização e se houve impressão ou download dos arquivos fiscais.

O vazamento de dados de ministros e a conexão com o Banco Master

O contexto político deste caso é explosivo. O vazamento de dados de ministros ocorre na esteira do escândalo do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central no ano passado. A lista de alvos da devassa ilegal inclui mais de 100 pessoas, focando especialmente no círculo íntimo dos magistrados: mães, pais, cônjuges e filhos.

Entre os nomes acessados está o da advogada Viviane Barsi, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O escritório de Barsi mantinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais com o Banco Master para defesa jurídica, fato que se tornou munição para ataques políticos. Além dela, as ex-esposas dos ministros Dias Toffoli (Roberta Rangel) e Gilmar Mendes (Guiomar Feitosa) também tiveram seus sigilos violados, confirmando o caráter direcionado da ação.

Auditoria interna e resposta institucional

A Receita Federal agiu após solicitação do próprio STF, feita em 12 de janeiro, pedindo uma auditoria completa nos sistemas para apurar o vazamento de dados de ministros. Um robô foi utilizado para varrer os logs de acesso dos últimos três anos, identificando os padrões anômalos que levaram ao servidor do Serpro. O órgão afirma que, desde 2023, ampliou os controles de segurança e restringiu perfis de acesso. Como resultado dessas medidas disciplinares, sete processos já foram concluídos, resultando em três demissões, enquanto outros dez seguem em andamento para expurgar a prática de arapongagem da instituição.

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