Em um cenário de extrema pressão, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (28), para discutir um controverso plano de paz que pode forçar a Ucrânia a ceder parte de seu território. O encontro na Flórida acontece sob a sombra de um novo e massivo ataque de mísseis russos a Kiev e com o tom da negociação já ditado por Trump, que declarou que Zelensky “não tem nada” até que ele dê sua aprovação.
Antes do encontro decisivo, Zelensky fará uma escala no Canadá para se reunir com o primeiro-ministro Justin Trudeau e, de lá, realizará uma videoconferência com líderes da União Europeia para alinhar a estratégia. “Estamos voando agora para a Flórida. No caminho, faremos uma escala no Canadá… Juntos, planejamos conversar por videoconferência com os líderes europeus”, confirmou Zelensky a jornalistas.
O Plano de Paz e a Cessão de Território
Na mesa está um documento de 20 pontos elaborado por Washington para encerrar um conflito que se arrasta por quatro anos. A proposta sugere a criação de faixas desmilitarizadas, mas seu ponto mais sensível é a pressão para que a Ucrânia ceda cerca de 20% do território que ainda controla na região de Donetsk.
O projeto também prevê uma administração compartilhada (EUA, Rússia e Ucrânia) da usina nuclear de Zaporizhzhia. Diante da exigência de entrega de terras, Zelensky tem defendido que qualquer decisão desse tipo seja submetida a uma consulta popular. Outro impasse, a possível adesão da Ucrânia à OTAN, fortemente rejeitada pela Rússia, pode simplesmente ser omitida do texto final para viabilizar um acordo.
Ataques em Kiev Aumentam a Pressão
Para tornar o cenário ainda mais dramático, a Rússia lançou uma nova ofensiva na véspera do encontro. Segundo autoridades ucranianas, cerca de 40 mísseis e 500 drones foram disparados contra a capital, Kiev, resultando na morte de uma pessoa e deixando outras 11 feridas. O Exército russo confirmou os bombardeios, afirmando que o alvo eram instalações militares e infraestruturas de energia. O ataque é visto como uma demonstração de força de Moscou e um fator de pressão adicional sobre Zelensky na mesa de negociação.
Fonte: Com informações do Brasil de Fato






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