A revelação de que o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está nos Estados Unidos, feita nesta quinta-feira (20), acendeu um alerta no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso. Filmado em Miami pelo site PlatôBR, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro está proibido de deixar o Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes e se junta a uma crescente lista de bolsonaristas que fugiram do país para escapar de condenações e investigações.
A Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que não autorizou nenhuma missão oficial para o parlamentar no exterior e tampouco foi comunicada sobre sua saída. Oficialmente, Ramagem apresentou atestados médicos que cobrem o período de 13 de outubro a 12 de dezembro.
Condenado a 16 anos de prisão na ação penal sobre a trama golpista, Ramagem recorre em liberdade, mas teve que entregar seus passaportes. A suposta fuga ocorre em um momento crítico, com a iminência do fim dos recursos no STF, o que levaria à execução imediata da pena para ele e outros réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Diante da notícia, deputados do PSOL protocolaram um pedido de prisão preventiva contra o parlamentar, alegando risco de fuga.
Padrão de fuga se repete
O caso de Ramagem não é isolado e segue um padrão estabelecido por outros apoiadores do ex-presidente investigados por atos antidemocráticos. O jornalista Allan dos Santos e o blogueiro Oswaldo Eustáquio, ambos com mandados de prisão expedidos pelo STF, estão foragidos nos Estados Unidos há anos para evitar o cumprimento das ordens judiciais. Recentemente, dezenas de outros condenados pelos ataques de 8 de janeiro também fugiram para países vizinhos, como a Argentina, buscando asilo político para não serem presos.
A defesa de Ramagem informou que não irá se pronunciar sobre o caso. A situação intensifica a pressão sobre o sistema de justiça para monitorar réus em liberdade e evitar novas evasões.
Fonte: Agência Brasil






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