Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

GEOPOLÍTICA

Trump ameaça sancionar Moraes e Brasil promete revidar

Pressão da Casa Branca sobre ministro do STF é vista como interferência política externa e levanta preocupações sobre o respeito à soberania do Brasil

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, avalia impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada nesta sexta-feira (16) pelo jornalista Jamil Chade, com base em fontes da Casa Branca e do Conselho de Segurança Nacional dos EUA. A possível punição seria uma resposta absurda às ações do ministro no combate às redes bolsonaristas e na responsabilização dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A proposta ainda está em fase preliminar de discussão, mas já provocou indignação nos bastidores do Palácio do Planalto. A orientação oficial é evitar confronto direto com a administração Trump, mantendo o diálogo institucional. Mas a avaliação interna é de que qualquer sanção contra um magistrado da Suprema Corte brasileira ultrapassa os limites do aceitável — é uma afronta inaceitável à soberania nacional.

A movimentação da Casa Branca é percebida como parte de uma ofensiva autoritária e orquestrada, típica da diplomacia agressiva de Trump. A ingerência não se limita ao Brasil: pressões semelhantes foram relatadas no Chile, Colômbia e Bolívia. Há um esforço claro de sabotagem de governos progressistas na América Latina. E o que antes era sutil, agora se mostra explícito: um país tentando ditar as regras internas de outro, atropelando o direito internacional.

[INTERFERÊNCIA DIRETA E RETALIAÇÃO DIPLOMÁTICA] Diante da ameaça, o governo Lula já estuda medidas como uma nota de protesto formal, a convocação do embaixador norte-americano e articulações com países da CELAC e dos BRICS para denunciar a escalada intervencionista. A percepção é unânime: atacar um ministro do STF por exercer suas funções é um ataque direto à democracia brasileira.

Casos como a operação clandestina na Venezuela — com participação de agentes norte-americanos na retirada de opositores — apenas confirmam o padrão de desrespeito às convenções diplomáticas. Os EUA de Trump não respeitam soberanias, nem acordos. Querem tutelar a região, impor sua agenda e enfraquecer qualquer país que insista em ser soberano.

[UM ATAQUE À DEMOCRACIA BRASILEIRA] A possível sanção contra Moraes não é apenas um gesto de hostilidade. É um recado claro à extrema direita brasileira, que vê em Trump um modelo. O alvo não é um juiz isolado — é o próprio sistema de freios e contrapesos que tem impedido o avanço do golpismo. É a democracia brasileira que está na mira.

E é preciso dizer com todas as letras: não cabe a Washington, muito menos a Donald Trump, ditar os rumos da Justiça no Brasil. A tentativa de transformar Moraes em inimigo público número um é também uma tentativa de reescrever os fatos de 8 de janeiro — e de anistiar os que atentaram contra o Estado de Direito.

[O QUE ESTÁ EM JOGO?]

  • Ameaça de sanção contra Moraes seria inédita contra um juiz da Suprema Corte de país democrático

  • Governo brasileiro articula resposta diplomática firme com aliados latino-americanos e do Sul Global

  • Interferência escancara método de pressão usado por Trump para desestabilizar instituições

  • Ataque à democracia brasileira com conivência da extrema direita nacional

[HISTÓRICO DE INTERFERÊNCIA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA]

Décadas de 1950-1980

  • Guatemala (1954): CIA orquestra golpe contra Jacobo Árbenz.

  • Brasil (1964): EUA apoiam ditadura militar com dinheiro, logística e diplomacia.

  • Chile (1973): golpe contra Salvador Allende teve apoio direto de Washington.

  • Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai: Operação Condor contou com suporte da CIA para eliminar opositores políticos.

Anos 2000 em diante

  • Venezuela (2002): tentativa de golpe contra Hugo Chávez teve apoio indireto do governo Bush.

  • Bolívia (2019): denúncia de interferência no processo que levou à queda de Evo Morales.

  • Honduras (2009): golpe contra Manuel Zelaya recebeu apoio diplomático dos EUA.

Atualidade

  • Colômbia e Chile (2023-2025): pressões políticas e ameaças comerciais contra reformas sociais progressistas.

  • Brasil: tentativa de sancionar um ministro do STF por combater o golpismo expõe continuidade da lógica de dominação e tutela.

Moral da história:
A cada geração, uma nova desculpa para o velho script: enfraquecer governos populares, sabotar instituições soberanas e preservar a influência dos EUA sobre a região.

Fonte: Brasil de Fato

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57