O Recife viveu uma situação crítica nesta quarta-feira (5) após ser atingido por 133,7 milímetros de chuva em 24 horas – volume que superou a média histórica de todo o mês de fevereiro (91,4 mm) em apenas três horas, entre 7h30 e 10h30. O temporal causou alagamentos, deslizamentos, quedas de árvores e a morte de um homem no Centro da cidade, além de forçar a interdição de túneis e a suspensão do abastecimento de água em sete municípios.
As chuvas extremas, impulsionadas por um vórtice ciclônico de altos níveis (fenômeno que gera ventos fortes e agitação marítima), coincidiram com a maré alta, agravando inundações em áreas já vulneráveis. A Defesa Civil emitiu alerta laranja na terça-feira (4), mas o volume surpreendeu até as previsões mais pessimistas. “Em três horas, choveu o que choveria em um mês inteiro. Isso, somado à maré alta, trouxe alagamentos e riscos à população”, explicou Alexandre Rebêlo, secretário de Ordem Pública do Recife.
O que aconteceu?
Às 10h20, a prefeitura declarou estado de alerta máximo, mobilizando uma força-tarefa para atender ocorrências urgentes. Na Rua Dom Bosco, no bairro da Boa Vista, um homem morreu após sofrer um possível choque elétrico durante o alagamento. A Compesa (Companhia de Águas de Pernambuco) suspendeu o abastecimento em sete cidades devido ao risco de contaminação da água.
Além do Recife, cidades da região metropolitana registraram deslizamentos de barreiras e transtornos generalizados. A Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) renovaram os alertas para chuvas fortes, enquanto equipes trabalham para desobstruir vias e auxiliar famílias em áreas de risco.






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