A crise venezuelana escalou para uma nova fase de confronto nesta segunda-feira (5), com a China endurecendo drasticamente seu posicionamento contra os Estados Unidos e, simultaneamente, uma massiva marcha popular tomando as ruas de Caracas para exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro. As duas frentes, uma geopolítica e outra popular, formam a mais contundente resposta à invasão americana até o momento.
Em um ataque frontal à política de Washington, o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que “atos unilaterais de hegemonia estão minando gravemente a ordem internacional”. A fala do líder foi seguida por uma declaração do porta-voz da chancelaria, Lin Jian, que exigiu a libertação imediata de Maduro, classificou a operação militar dos EUA como um “uso descarado da força” e “banditismo”, e reafirmou que, independentemente da situação, a parceria estratégica e energética da China com a Venezuela “se mantém inalterável”. A mensagem é um recado direto de que Pequim não apenas condena a ação, mas protegerá seus interesses na região.
“A lealdade dos patriotas não será dobrada”
Enquanto a China movia suas peças no tabuleiro global, o povo venezuelano respondia nas ruas. Liderados por figuras simbólicas como Rosinés Chávez, filha do ex-presidente Hugo Chávez, milhares de manifestantes marcharam pela capital em direção ao Palácio de Miraflores, onde o governo interino de Delcy Rodríguez está instalado.
“A agressão não dobrará a lealdade dos patriotas”, declarou Chávez durante a mobilização, fazendo um chamado à resistência ativa e à unidade popular para defender a independência do país. A marcha é a materialização da convocação feita pelo novo governo, mostrando que a captura de Maduro, em vez de desmobilizar, galvanizou a base de apoio do chavismo.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, aproveitou o cenário para reforçar sua denúncia à comunidade internacional, alertando que a “verdadeira intenção de Washington é o saque dos recursos estratégicos” da Venezuela, como petróleo e minerais. A posição foi ecoada pela Rússia, que também condenou a intervenção e ratificou o direito do povo venezuelano de decidir seu próprio destino.
Fonte: Com informações da Telesur






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