A bolsonarista Carla Zambelli está oficialmente foragida e agora também é procurada internacionalmente. Após anunciar que deixou o Brasil, a deputada teve sua prisão decretada pela Justiça, e a Polícia Federal já acionou a Interpol para incluí-la na lista vermelha o alerta internacional para captura de procurados. Com isso, Zambelli pode ser presa a qualquer momento fora do país e extraditada de volta ao Brasil.
A ordem partiu do Supremo Tribunal Federal, no mesmo processo em que a parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por articular, com o hacker Walter Delgatti, a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A decisão também determinou o bloqueio de todos os passaportes, contas bancárias, redes sociais e bens da deputada.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro, a quem Zambelli jurou lealdade quase religiosa, segue em silêncio. No seminário recente do Partido Liberal, onde Zambelli era figura constante, não houve uma só palavra em defesa da ex-aliada. Em vez de apoio, o que se vê é isolamento. Abandonada, a agora fugitiva parece ter virado apenas mais um nome incômodo no rol de seguidores descartáveis.
Segundo o STF, a fuga de Zambelli configura evidente tentativa de obstruir a Justiça. A Procuradoria-Geral da República afirmou que a prisão preventiva é necessária para garantir a aplicação da pena e coibir novas infrações. A PF também foi incumbida de informar a localização da deputada para viabilizar a extradição.
Em nota, a defesa de Zambelli alega que a decisão é “ilegal, inconstitucional e autoritária”, acusando o Supremo de abuso de poder. Mas, para quem dizia combater o “sistema”, a fuga do país e a transferência das redes sociais para a mãe parecem mais uma tentativa de enganar a Justiça do que de enfrentá-la.
[DE QUEM É A LEALDADE?]
| Zambelli condenada | Bolsonaro em silêncio |
|---|---|
| Fuga confirmada do país | Nenhuma defesa pública |
| Prisão decretada pelo STF | Presença em evento do PL |
| Redução ao papel de laranja | Abandono dos ex-aliados |






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