O Banco de Brasília (BRB) corre contra o tempo para evitar que o Tesouro do Distrito Federal pague sozinho a conta da fraude do Banco Master. Nesta sexta-feira (6), o presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, apresentou ao Banco Central (BC) um plano de capitalização com quatro alternativas para cobrir o rombo estimado em R$ 5 bilhões.
A estratégia principal é uma “solução de mercado”: vender carteiras de crédito de boa qualidade que pertenciam ao Master. Segundo fontes, quatro instituições financeiras já demonstraram interesse, e uma delas fez proposta firme.
O Plano de Sobrevivência
O objetivo é simples: fazer dinheiro rápido para dispensar o aporte direto do GDF, exigido pelo BC para cobrir as perdas com os R$ 12,2 bilhões em ativos “podres” comprados do banco de Daniel Vorcaro.
Além da venda de carteiras, o BRB propôs:
- Empréstimo bancário: Tomar crédito com um consórcio de bancos privados.
- Socorro do FGC: Pedir uma linha emergencial ao Fundo Garantidor de Créditos.
- Fundo Imobiliário: Usar imóveis do GDF, como o elefante branco do Centrad, para capitalizar o banco.
FGC Joga Duro
Contudo, o FGC não está disposto a facilitar. O fundo exige garantias robustas e só entrará no negócio se a operação for segura. “É como um tango, os dois precisam dançar juntos”, comparou uma fonte. Até agora, não houve pedido formal, apenas sondagens.
A Digital de Ibaneis e o Centrad
O governador Ibaneis Rocha (MDB) aprovou o plano na quinta-feira (5). Nesse encontro, Ibaneis pediu atenção especial ao Centro Administrativo (Centrad), prédio fechado há 12 anos. Usar o imóvel para salvar o BRB resolveria dois problemas: reforçaria o caixa do banco e cumpriria uma promessa de campanha atrasada desde 2019.
Liquidez em Risco
Para manter o banco rodando, o BRB já teve que vender R$ 5 bilhões em ativos próprios (carteiras originadas pelo banco) para grandes players como Bradesco, Itaú e BB. Isso foi necessário para garantir dinheiro em caixa para os saques diários.
O que diz o BRB
Em nota, o banco afirmou que o plano prevê ações para os próximos 180 dias e que os valores exatos do aporte só serão definidos após o fim das investigações. O secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, participou da reunião no BC para avalizar o compromisso do governo com a solidez da estatal.






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