A CPI do Crime Organizado partiu para o ataque frontal contra o entorno do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) um pedido explosivo: a quebra total dos sigilos da Maridt Participações S.A., empresa controlada por José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli.
O requerimento é uma devassa completa. Abrange o período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026 e solicita acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos.
O Alvo: “Laranjas” e Lavagem
A justificativa do senador é pesada. Vieira afirma que há indícios de que os irmãos do ministro atuam como “laranjas” em um esquema de blindagem patrimonial. O objetivo da CPI é conectar essas movimentações ao escândalo do Banco Master.
“A medida busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”, disparou o senador no documento.
O Que a CPI Quer Ver
O pedido não deixa pedra sobre pedra. Se aprovado, a CPI terá acesso a:
- Dinheiro: Extratos de todas as contas, investimentos e relatórios do Coaf.
- Conversas: Histórico de chamadas, grupos e contatos de WhatsApp e Telegram.
- Vida Digital: Mensagens diretas (DMs) de Instagram e Facebook, além de fotos e arquivos armazenados no Google Fotos e Drive.
Guerra Institucional
Vieira defende que a medida é “técnica e proporcional”, necessária para rastrear o caminho do dinheiro. Na prática, porém, é um movimento político de alto risco que coloca o Senado em rota de colisão direta com o STF, ao expor a intimidade financeira e digital da família de um de seus magistrados mais poderosos.
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