Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
22°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Jacques Veloso BRB demissão
Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB). Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões. O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ECONOMIA

Diretor que alertou sobre Master deixa o BRB

Jacques Veloso pede demissão e banco tenta blindagem com nova diretora

O Banco de Brasília (BRB) vive seu momento mais crítico. Enquanto a Polícia Federal abria com um pé de cabra tecnológico o celular de Daniel Vorcaro, a diretoria do banco sofria um abalo sísmico. Jacques Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, entregou o cargo nesta segunda-feira.

A saída de Veloso não é um ato administrativo comum; é um grito de alerta. Segundo fontes internas, foi ele quem produziu documentos alertando para os riscos jurídicos e financeiros das operações com o Banco Master. Seus avisos técnicos, no entanto, foram atropelados pela decisão política de avançar com o negócio que gerou um rombo bilionário.

A Dança das Cadeiras (e o Cadeado Tarde Demais)

Para tentar estancar a sangria de credibilidade, o BRB anunciou Ana Paula Teixeira como nova diretora de Controles e Riscos (Compliance). A medida, porém, soa como colocar um cadeado depois que a casa já foi arrombada. A nova gestora chega com a missão impossível de justificar como o banco torrou R$ 12,2 bilhões em carteiras “podres” sem garantias reais.

A Conexão Ibaneis-Vorcaro

O desmonte da diretoria acontece no mesmo dia em que a PF conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O aparelho é considerado a “bala de prata” contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Investigadores acreditam que as mensagens de Vorcaro provarão que a ordem para ignorar os alertas do jurídico (agora demissionário) veio do Palácio do Buriti. O BRB não foi vítima de um erro de mercado; foi usado como instrumento para salvar o banco de Vorcaro.

O Modus Operandi

A estrutura da fraude se repete. Assim como na Amprev (Amapá), onde R$ 400 milhões de dinheiro público viraram pó, no DF a gestão de Ibaneis transformou o banco estatal em sócio de um esquema falido.

Agora, com o jurídico desembarcando e o compliance tentando explicar o inexplicável, Ibaneis Rocha vê o cerco se fechar. O governador, que rifou a técnica em nome da política, agora depende de advogados para explicar por que o dinheiro do brasiliense foi usado para financiar a farra do Banco Master.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57