O Banco de Brasília (BRB) vive seu momento mais crítico. Enquanto a Polícia Federal abria com um pé de cabra tecnológico o celular de Daniel Vorcaro, a diretoria do banco sofria um abalo sísmico. Jacques Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, entregou o cargo nesta segunda-feira.
A saída de Veloso não é um ato administrativo comum; é um grito de alerta. Segundo fontes internas, foi ele quem produziu documentos alertando para os riscos jurídicos e financeiros das operações com o Banco Master. Seus avisos técnicos, no entanto, foram atropelados pela decisão política de avançar com o negócio que gerou um rombo bilionário.
A Dança das Cadeiras (e o Cadeado Tarde Demais)
Para tentar estancar a sangria de credibilidade, o BRB anunciou Ana Paula Teixeira como nova diretora de Controles e Riscos (Compliance). A medida, porém, soa como colocar um cadeado depois que a casa já foi arrombada. A nova gestora chega com a missão impossível de justificar como o banco torrou R$ 12,2 bilhões em carteiras “podres” sem garantias reais.
A Conexão Ibaneis-Vorcaro
O desmonte da diretoria acontece no mesmo dia em que a PF conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O aparelho é considerado a “bala de prata” contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).
O Modus Operandi
A estrutura da fraude se repete. Assim como na Amprev (Amapá), onde R$ 400 milhões de dinheiro público viraram pó, no DF a gestão de Ibaneis transformou o banco estatal em sócio de um esquema falido.
Agora, com o jurídico desembarcando e o compliance tentando explicar o inexplicável, Ibaneis Rocha vê o cerco se fechar. O governador, que rifou a técnica em nome da política, agora depende de advogados para explicar por que o dinheiro do brasiliense foi usado para financiar a farra do Banco Master.






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