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Toffoli Lula velório Vavá
Lula e o irmão Genival Inácio da Silva, a quem considerava seu pai. Foto: Agência Brasil/Arquivo
ECONOMIA

Lula, Toffoli e o adeus negado a Vavá em 2019

Relembre como ministro do STF impôs condições vexatórias a Lula

Enquanto Dias Toffoli agoniza politicamente no Caso Master e busca desesperadamente apoio no Planalto para salvar seu mandato, uma memória amarga circula nos corredores do PT e na mente de Luiz Inácio Lula da Silva. O ano era 2019, o mês era janeiro, e a dor era a morte de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho e figura paterna do ex-presidente.

Naquele momento, Lula estava preso em Curitiba. A Lei de Execução Penal é clara: presos têm direito a saída temporária para velórios de parentes próximos. Mas para Lula, a lei não valeu. E quem garantiu que ela não valesse foi justamente o homem que ele colocou no Supremo Tribunal Federal.

A cronologia da crueldade

A defesa de Lula pediu à Justiça Federal autorização para que ele fosse a São Bernardo do Campo (SP) se despedir do irmão. O pedido foi negado pela juíza Carolina Lebbos e pelo TRF-4, sob o argumento pífio de “falta de logística” e “risco à ordem pública”.

O caso subiu ao STF. Caiu no colo de Dias Toffoli, então presidente da Corte durante o recesso judiciário.

Toffoli tinha a caneta na mão para fazer justiça e garantir um direito humanitário básico. Em vez disso, ele sentou em cima do pedido. Deixou o relógio correr enquanto o corpo de Vavá era velado.

A decisão tardia e a condição inaceitável

Quando faltavam poucos minutos para o sepultamento — tornando logisticamente impossível a viagem de Curitiba a São Bernardo —, Toffoli finalmente despachou. Mas a decisão não foi uma liberação; foi uma humilhação final.

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O ministro autorizou a saída de Lula, mas proibiu sua ida ao cemitério ou ao velório. A condição imposta por Toffoli era que o corpo de Vavá fosse levado a uma Unidade Militar na região, onde Lula poderia vê-lo longe do público, da imprensa e da militância.

“Não quero ver meu irmão no quartel”

A proposta de Toffoli foi recebida como um insulto. Lula recusou-se a submeter o corpo do irmão a esse translado vexatório para dentro de um quartel, símbolo de um poder que naquele momento o oprimia.

“Eu não vou deixar que levem o corpo do meu irmão para um quartel. Eu queria ir ao enterro dele, me despedir dele. Se não deixam, paciência. Eu vou ficar aqui”, disse Lula aos advogados, segundo relatos da época.

Vavá foi enterrado sem a presença do irmão.

O preço da covardia

Naquele janeiro de 2019, Toffoli tentava se reinventar como o “garantidor da estabilidade” junto aos militares e ao governo Bolsonaro recém-eleito. Sacrificar a humanidade de Lula foi o pedágio que ele pagou para ser aceito pelo establishment da época.

Hoje, sete anos depois, o ministro que negou um adeus a um irmão vê sua própria carreira ruir, abandonado pelos novos aliados e desprezado pelos antigos. A história, implacável, cobra a fatura daquela tarde em que a justiça se curvou à conveniência política.


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