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Ex-BRB tenta ajustar depoimento após PF abrir celular de Vorcaro

Paulo Henrique Costa formalizou pediu para prestar um novo depoimento sobre o caso Master

Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB e Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
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A abertura da “caixa-preta” de Vorcaro mudou o patamar da investigação. Se antes Costa podia sustentar uma narrativa institucional e técnica sobre as negociações entre o banco público e o privado, agora ele enfrenta o risco real de ser confrontado com mensagens, áudios e registros de chamadas que podem desmentir sua versão inicial. O pedido para “retocar” o depoimento soa, para investigadores, como uma tentativa de vacinar a defesa contra provas que a polícia já possui, mas que o ex-executivo ainda não explicou.

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Em nota, o advogado Cleber Lopes negou que a iniciativa vise um acordo de colaboração premiada, insistindo na tese do esclarecimento voluntário. Contudo, a preocupação é palpável. Documentos apreendidos anteriormente no BRB já mostravam anotações manuscritas de Costa com um tom alarmista: “Se não houver [compra de carteiras], o Master vai quebrar”.

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Da “expansão” ao salvamento

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Costa sempre justificou a aproximação com o Master como uma oportunidade de mercado para tirar o BRB da estagnação regional. Ele afirmou que cobrava Vorcaro “diretamente” apenas porque as áreas técnicas tinham dificuldades de acesso. O conteúdo do celular de Vorcaro tem o potencial de revelar se essa “cobrança” era, na verdade, uma relação de cumplicidade para contornar os alertas de risco e viabilizar o repasse de recursos públicos para uma instituição que, como o próprio Costa escreveu, estava prestes a quebrar.

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