Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
23°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Arrecadação recorde e SUS
Foto: Geração FLIA
ECONOMIA

Receita bate recorde e garante custeio do SUS

Trezentos bilhões em impostos de janeiro é motor da saúde pública

A arrecadação federal atingiu a marca histórica de R$ 325,7 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado para o mês desde 1995. O montante representa um crescimento real de 3,56% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Embora o volume bilionário frequentemente gere críticas sobre o peso da carga tributária no Brasil, os números revelam a engrenagem financeira necessária para manter de pé o Estado de bem-estar social brasileiro, em especial o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil é um dos poucos países do mundo com mais de 200 milhões de habitantes a oferecer um sistema de saúde público, universal e gratuito. Para que hospitais funcionem, vacinas sejam distribuídas e tratamentos de alta complexidade sejam garantidos, a arrecadação precisa ser massiva.

A prova disso está na destinação dos tributos. As receitas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), que são carimbadas diretamente para a saúde, previdência e assistência social, somaram R$ 56 bilhões em janeiro (alta real de 4,35%). Sem esse volume de impostos, o custeio do SUS entraria em colapso imediato. A arrecadação da própria Previdência Social também subiu, atingindo R$ 63,45 bilhões, impulsionada pelo aumento da massa salarial.

O motor do recorde: mercado financeiro e apostas

Segundo a Receita Federal, o desempenho recorde de janeiro foi tracionado pelo crescimento da atividade econômica e por mudanças recentes na legislação. O grande destaque foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que saltou para R$ 8 bilhões — uma alta real de impressionantes 49,05%, reflexo da ampliação da cobrança sobre novas operações.

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital também disparou 32,56%, somando R$ 14,68 bilhões, impulsionado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). A expectativa do governo é que essa fonte cresça ainda mais a partir de abril, quando entra em vigor a nova alíquota de 17,5% para o JCP, aprovada pelo Congresso.

Outro setor que começou a encher os cofres públicos foi o de apostas online e jogos de azar. Com a nova regulamentação das “BETs“, a tributação gerou R$ 1,5 bilhão em janeiro — um salto de 2.642% na comparação com os irrisórios R$ 55 milhões arrecadados no mesmo mês do ano passado.

Alívio para a meta fiscal

Na contramão da alta geral, os tributos ligados à importação caíram. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Importação registraram recuo real de 14,74%, puxados pela queda da taxa de câmbio e do volume de compras em dólar.

Ainda assim, o saldo final de R$ 325,7 bilhões dá um fôlego essencial ao caixa do governo no início do ano. O recorde pavimenta o caminho para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que exige um superávit primário de R$ 34,3 bilhões. Pelas regras do arcabouço fiscal, o governo tem uma margem de tolerância que permite fechar o ano entre um resultado zero e um superávit de até R$ 68,6 bilhões.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57