A Polícia Federal (PF) indiciou Rodrigo Bacellar (União) e o ex-deputado TH Joias. Bacellar é o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os dois políticos integram o Centrão. Eles são peças fundamentais no esquema político do governador bolsonarista do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação aponta o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV).
O inquérito expõe a infiltração do crime organizado nas instituições fluminenses. A PF também indiciou a ex-servidora da Alerj Flávia Júdice Neto. Ela é esposa do desembargador federal Macário Judice Neto. O magistrado foi preso anteriormente por suspeita de vazar operações policiais. Flávia atuou na Assembleia entre abril de 2023 e novembro do ano passado.
Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado completam a lista de alvos. Os cinco responderão por organização criminosa, obstrução de justiça e favorecimento pessoal. O desembargador Macário não foi indiciado neste inquérito específico. A PF enviou o documento completo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores pedem a quebra dos sigilos telefônicos e bancários dos acusados.
Tráfico de influência e prisões
O relatório policial denuncia um esquema grave de tráfico de influência. A rede criminosa envolve a cúpula da Alerj e o Judiciário fluminense. A Justiça prendeu Bacellar em 3 de dezembro. Ele vazou dados para proteger TH Joias durante uma operação contra o tráfico. O ministro Alexandre de Moraes soltou o presidente da Alerj dias depois. Bacellar cumpre medidas cautelares e está licenciado até 5 de março.
Por outro lado, a situação de TH Joias permanece inalterada. O ex-parlamentar segue detido no Presídio Federal de Brasília. As autoridades acusam o político do Centrão de negociar armas diretamente com a facção. O escândalo atinge o coração da base aliada do governo estadual. A aliança entre o poder público e o crime organizado agrava a crise de segurança no Rio de Janeiro.






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