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jornada 40 horas México extrema direita
Congresso mexicano na votação histórica de redução na jornada de trabalho.
ECONOMIA

Vitória no México esmaga lobby da direita pela 6×1

Avanço trabalhista expõe o delírio de deputados no Brasil

O México reduziu a jornada de trabalho para 40 horas semanais. O Congresso mexicano aprovou a mudança histórica nesta setxa-feira (27). A medida enterra um século de exploração sob o limite de 48 horas. Agora, os trabalhadores mexicanos conquistaram o direito inegociável a dois dias de descanso.

A votação teve aprovação de esmagadora maioria de 469 votos dos 500 parlamentares e nenhum voto contra — lá, a redução da jornada de trabalho foi de 44 horas para 40 horas semanais. No entanto, a decisão amplia o limite de horas extras e mantém a escala 6×1, ou seja, seis dias de trabalho e apenas um de descanso.

Como já foi aprovado no Senado daquele país, a medida passa a valer já no próximo ano para gradualmente checar em 2030 na jornada aprovada. A proposta foi apoiada pela presidente Claudia Sheinbaum. Ela apresentou a proposta em dezembro para beneficiar cerca de 13,4 milhões de trabalhadores.

A vitória internacional expõe o cinismo do debate político brasileiro. A Frente Livre noticiou ontem o avanço da pauta contra a escala 6×1 no país. Enquanto o México moderniza suas relações trabalhistas, a extrema direita brasileira entra em pânico. Parlamentares conservadores desfilaram absurdos no Congresso Nacional para defender a jornada exaustiva.

O terrorismo econômico sobre a escala 6/1

Os discursos da oposição beiraram o delírio. Deputados da extrema direita afirmaram que o fim da escala 6×1 “vai quebrar o país”. Outros parlamentares tiveram a audácia de declarar que “o trabalhador gosta de trabalhar” aos finais de semana. A base conservadora repetiu a velha ameaça de desemprego em massa e fechamento em massa do comércio. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), que é pastor licenciado da Igreja Universal, afirmou que os trabalhadores usarão o tempo livre que ganharão para usar drogas.

O exemplo mexicano destrói essa narrativa de terrorismo econômico. As cúpulas empresariais do México usaram exatamente a mesma chantagem durante anos. Eles também previram o apocalipse financeiro nas tribunas. Contudo, a mobilização popular atropelou o lobby patronal e forçou a aprovação no Legislativo. A economia mexicana não vai colapsar por garantir dignidade à sua força de trabalho.

O avanço no país vizinho isola a elite econômica brasileira. O argumento de que a redução da jornada afasta investimentos perdeu qualquer sustentação lógica. Os movimentos sociais ganham agora um precedente internacional irrefutável. A pressão sobre os deputados brasileiros que defendem a escala 6×1 atingirá um nível insustentável nas próximas semanas.

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