Em pronunciamento pelo Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de ações para endurecer o combate à violência contra a mulher no Brasil. Durante o discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão na noite de sábado (7), o chefe do Executivo destacou que o governo não tolerará a impunidade e detalhou medidas como o rastreamento eletrônico de agressores e a criação de um centro integrado de segurança pública.
“O Brasil que queremos não é um País onde as mulheres apenas sobrevivam. É um País onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, afirmou Lula.
Para garantir essa proteção, o governo federal vai ampliar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) e implementar o monitoramento rigoroso de suspeitos cujas vítimas possuam medidas protetivas.
O presidente também destacou a força-tarefa do Ministério da Justiça, em parceria com os estados, para prender mais de 2 mil agressores que estão com mandados em aberto. “A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, disse.
A mensagem central do discurso foi a quebra do silêncio diante das agressões domésticas.
“Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, declarou.
Fim da escala 6×1 e segurança digital
O ambiente virtual também foi alvo de atenção. Com a entrada em vigor do Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes (ECA Digital), o governo promete anunciar novas medidas para combater o assédio online e o discurso de ódio. O presidente encerrou o pronunciamento reforçando a responsabilidade coletiva da sociedade: “Quando uma mulher é violentada, é o Brasil que sangra. E nós não aceitaremos mais sangrar em silêncio. Todos juntos por elas”.






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