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Ibaneis recebeu R$ 38 milhões
Escritório de Ibaneis recebeu R$ 38 milhões depois que o BRB praticamente se suicidou para salvar o Banco Master. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
BRASIL

Escritório de Ibaneis recebeu R$ 38 milhões

Revelação agrava crise após sanção de lei que socorre BRB

Em meio à crise que ameaça quebrar o Banco de Brasília (BRB), uma nova revelação aproxima de forma bombástica o Palácio do Buriti do escândalo financeiro. Por meio de seu escritório de advocacia, o governador bolsonarista Ibaneis Rocha (MDB) fechou um contrato com um fundo ligado à Reag, gestora investigada pela Polícia Federal (PF) por integrar o esquema de desvios do Banco Master. Na transação, a banca de Ibaneis recebeu R$ 38 milhões pela venda de direitos creditórios sobre honorários de precatórios.

A informação, revelada com exclusividade pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, mostra que o negócio ocorreu em maio de 2024. Esse foi o exato período em que o BRB já adquiria as carteiras fraudulentas da instituição de Daniel Vorcaro. O termo de cessão foi assinado pela gerente administrativa do escritório do governador e pelo diretor da Reag, Ramon Pessoa Dantas. A operação acende um alerta porque, segundo a PF e o Ministério Público Federal (MPF), a gestora funcionava como uma estrutura central para distribuir o dinheiro captado irregularmente pelo Master.

Em bom português: enquanto de um lado, o BRB pagava bilhões ao Master por papéis que não valiam nada, de outro, o governador, que mandava no BRB, recebia milhões de um contrato privado pago por um fundo ligado ao próprio Master. Uma coisa antes da outra…

Conexões perigosas e a conta para o DF

As ligações entre a Reag e o escândalo são profundas. O diretor do fundo que comprou os honorários do escritório do governador é o mesmo representante que votou em assembleias do BRB pelo Borneo, outro fundo da gestora usado para comprar 25% do controle do banco estatal abaixo do preço de mercado. Assim como o Master, a Reag foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) por graves violações ao sistema financeiro.

O fato de que a firma de Ibaneis recebeu R$ 38 milhões de um elo do esquema agrava a pressão política. O caso vem à tona após o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmar em depoimento à PF que o chefe do Executivo distrital sabia da operação de R$ 12,2 bilhões com o Master.

Acuado pelo rombo, Ibaneis sancionou nesta terça-feira (10) a lei aprovada pela Câmara Legislativa que entrega nove imóveis públicos estratégicos — incluindo uma área de 716 hectares da Terracap onde, segundo a UnB, há nascentes da bacia hidrográfica que abastece o DF — como garantia para salvar o BRB da falência.

A defesa do governador

Em nota oficial assinada por seis advogados, a defesa de Ibaneis Rocha tentou desvincular o governador das operações da banca que leva seu nome. O texto afirma que ele está afastado do escritório desde 2018 e não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após o seu licenciamento.

A defesa declarou ainda que o governador nunca participou de quaisquer negociações com representantes da Reag e que todas as informações que possui sobre o grupo foram adquiridas pela imprensa neste ano. Procurados pela reportagem original, a Reag e o BRB não se manifestaram sobre o caso.

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