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Ilustração: FLIA
VIDA

Mentira da direita ataca motoboy e blinda os apps

Estão falando em alta de preços, mas querem proteger lucro

A extrema direita no Congresso Nacional iniciou uma campanha covarde de desinformação para tentar barrar a regulamentação do trabalho por aplicativos. Parlamentares bolsonaristas, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), espalham a mentira de que o projeto do governo federal aumentará o preço das entregas para o consumidor. A manobra rasteira tem um objetivo claro e perverso: proteger as margens de lucro bilionárias das plataformas, como o iFood, às custas da manutenção da miséria e da falta de direitos dos entregadores.

A tática da oposição tenta criar um pânico artificial, ressuscitando o fantasma da “taxa das blusinhas” para jogar a opinião pública contra a classe trabalhadora. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), desmascarou a farsa, classificando a atitude como “terrorismo econômico”.

Boulos explicou que a maior fatia do lucro das empresas não vem do frete pago pelo cliente, mas das taxas extorsivas cobradas dos restaurantes, que chegam a absurdos 28% por pedido. Ou seja, há margem de sobra para pagar um valor justo a quem realmente faz o serviço acontecer, sem encarecer a comida de quem pede.

O custo da dignidade

O projeto em discussão na Câmara dos Deputados busca corrigir uma exploração histórica. Atualmente, o iFood paga um piso irrisório de R$ 7,50 por entrega. A proposta do governo eleva esse valor para R$ 10,00, além de reajustar o quilômetro adicional de R$ 1,50 para R$ 2,50. É exatamente esse “colchão social” mínimo que a extrema direita tenta destruir, atuando como despachante de luxo das big techs.

Enquanto o relator do texto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), cede à pressão das empresas e tenta travar o piso em R$ 8,50, as plataformas ameaçam com a falsa narrativa de inviabilidade do negócio. O embate revela a verdadeira face da oposição: sob o falso pretexto de defender o bolso do cliente, os parlamentares operam para garantir que os donos dos aplicativos continuem lucrando fortunas, enquanto os trabalhadores seguem arriscando a vida no trânsito em troca de remunerações de fome.

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