Washington – A guerra deflagrada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã mergulhou o território norte-americano em uma espiral de violência doméstica e crise política. Enquanto o país entra em alerta máximo após ataques a tiros em Michigan e na Virgínia nesta quinta-feira (12), a opinião pública se volta contra a Casa Branca. Uma nova pesquisa revela que a maioria dos cidadãos estadunidenses acredita que o presidente Donald Trump iniciou o conflito no Oriente Médio para abafar seu envolvimento no escândalo da rede de exploração sexual de Jeffrey Epstein.
O clima de terror interno se materializou em dois episódios graves. Em West Bloomfield, Michigan, um homem identificado como Ayman Mohamad Ghazali jogou seu veículo contra a sinagoga Temple Israel e trocou tiros com seguranças antes de ser encontrado morto. O ataque deixou 30 policiais hospitalizados por inalação de fumaça.
Horas depois, na Virgínia, um atirador abriu fogo na Old Dominion University, matando uma pessoa. O agressor, Mohamed Bailor Jalloh, ex-membro da Guarda Nacional, foi contido por estudantes e morreu no local. O Federal Bureau of Investigation (FBI) investiga ambos os casos como atos de terrorismo, em um país já tensionado pelo 14º dia de guerra.
A cortina de fumaça e o lobby israelense
A eclosão da violência ocorre no momento em que a justificativa para a guerra derrete internamente. Um levantamento conduzido pelo site Drop Site News e pela rede Zeteo mostra que 52% dos estadunidenses concordam que Trump lançou a ofensiva contra o Irã para desviar a atenção dos arquivos de Epstein, liberados recentemente pelo Departamento de Justiça (DOJ). Os documentos mencionam o presidente milhares de vezes e incluem graves acusações de abusos.
A pesquisa também escancara a percepção de subserviência de Washington a Tel Aviv. Para 47% dos entrevistados, Trump é mais leal a Israel do que aos próprios EUA, e 41% acreditam que a guerra está sendo travada exclusivamente em benefício do regime sionista. A desconfiança popular é endossada por um memorando desclassificado do FBI, divulgado no fim de janeiro, que concluiu que Trump foi “comprometido por Israel” e que Epstein atuava como um agente da inteligência israelense.
Enquanto a Casa Branca tenta usar o conflito como cortina de fumaça para proteger o presidente, o custo da aventura imperialista recai sobre a população. Em apenas duas semanas de agressão ao Irã, 12 soldados americanos já morreram, bases foram destruídas por retaliações e bilhões de dólares foram torrados, importando o caos do Oriente Médio diretamente para as ruas dos Estados Unidos.
Arsenal esgotado e crise no Pentágono
Para agravar o cenário de colapso, a máquina de guerra de Washington enfrenta um esgotamento logístico severo. Relatórios confirmam que os Estados Unidos estão ficando sem munições essenciais para sustentar a ofensiva contra o Irã. O ritmo frenético de bombardeios e a necessidade constante de disparar interceptadores contra a retaliação iraniana drenaram os estoques do Pentágono a níveis críticos.
A crise de abastecimento força o governo americano a implorar por um aumento emergencial de produção à indústria bélica. O gargalo logístico evidencia que a agressão impulsionada por Trump e Israel é insustentável a longo prazo, deixando as próprias Forças Armadas dos EUA vulneráveis enquanto o país queima seus recursos em um conflito que a própria população rejeita.






Deixe seu comentário