Buenos Aires – A Justiça Federal argentina descobriu um acordo de 5 milhões de dólares que escancara o escândalo de corrupção de Milei. O presidente, representante do neofascismo na Argentina, está diretamente ligado à fraude da criptomoeda $Libra. A prova mais contundente do caso foi encontrada durante a perícia no celular do articulador financeiro Mauricio Novelli, desmentindo a versão oficial de que o mandatário não tinha envolvimento com os bastidores do negócio.
O documento, datado de 11 de fevereiro de 2025 — três dias antes do lançamento do token —, detalha um esquema de pagamentos em três parcelas. O acerto previa US$ 1,5 milhão de adiantamento, mais US$ 1,5 milhão para que o líder extremista anunciasse no X (antigo Twitter) o criador da moeda, Hayden Davis, como seu conselheiro.
Os US$ 2 milhões restantes estavam condicionados à assinatura presencial de um contrato de assessoria envolvendo o presidente e sua irmã, a secretária-geral da Presidência, Karina Milei.
Cerco se fecha contra o núcleo duro
Além do acordo milionário, a Diretoria de Apoio Tecnológico à Investigação Penal (DATIP) identificou 39 ligações telefônicas entre Novelli e o círculo de confiança do presidente durante os dias críticos do colapso da moeda.
Os registros mostram contatos frenéticos no momento em que a cotação do ativo despencou, deixando milhares de investidores no prejuízo. Apenas entre a noite do dia 14 e a madrugada do dia 15 de fevereiro, houve uma enxurrada de ligações com Karina Milei.
Com as novas provas, a promotoria avalia ampliar a lista de investigados. O presidente e sua irmã já são réus no processo, mas as ligações interceptadas podem levar ao indiciamento de outras figuras centrais do governo neofascista, como o assessor Santiago Caputo e o ex-chefe de assessores Demian Reidel.
O caso prova como o discurso de “liberdade econômica” serviu de fachada para um esquema criminoso operado de dentro da Casa Rosada.






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