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Foto: Freepik (Alerta de IA)
ECONOMIA

Mercado de trabalho tem renda recorde no Brasil

Causa é o fortalecimento do mercado interno

O desemprego subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo o IBGE. À primeira vista, o dado parece ruim — e é mesmo um sinal de piora na ocupação, embora ainda seja o menor da história para o período. Mas a fotografia completa do mercado de trabalho tem outra camada, menos óbvia e mais importante: a renda média real bateu recorde, chegou a R$ 3.679 e segue sustentando o consumo das famílias.

Ou seja: o desemprego avançou, mas o país não está vendo um colapso do trabalho. O que houve foi uma combinação de fatores sazonais no início do ano, com perda de vagas em saúde, educação e construção, e ao mesmo tempo um mercado interno mais aquecido, capaz de elevar salários e formalizar parte da ocupação. É esse ponto que costuma sumir quando a discussão vira só número solto de desemprego.

O dado ruim não conta a história inteira

Segundo o IBGE, 6,2 milhões de pessoas estavam desocupadas no período, um aumento de 600 mil em relação ao trimestre anterior. A população ocupada ficou em 102,1 milhões. O recuo foi puxado sobretudo por setores que costumam encolher na virada do ano, quando contratos temporários acabam e a construção desacelera.

Mas, ao mesmo tempo, a renda média real cresceu 2% no trimestre e 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso mostra que a política econômica voltada ao fortalecimento do mercado interno vem gerando mais renda, mesmo num momento em que parte da ocupação sofre ajuste sazonal.

Mercado interno mais forte, renda mais alta

Na prática, isso significa o seguinte: quando o consumo interno se sustenta, comércio e serviços continuam contratando, os salários sobem e a renda média melhora. É por isso que a leitura isolada do desemprego engana. Uma economia pode ter uma alta pontual da desocupação e, ainda assim, entregar renda recorde e melhora da massa salarial.

O próprio desenho do mercado ajuda a explicar isso. Houve estabilidade entre empregados com carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores. Já a informalidade recuou levemente, de 37,7% para 37,5%. Isso quer dizer que parte da melhora vem de empregos mais estáveis e melhor remunerados.

A subutilização da força de trabalho subiu para 14,1%, alcançando cerca de 16,1 milhões de pessoas. É um dado que merece atenção, sem dúvida. Mas não apaga a tendência mais ampla de fortalecimento da renda, especialmente num país em que o salário médio costuma ser o indicador mais sensível para o bolso das famílias.

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