Milhões de pessoas foram às ruas neste sábado nos Estados Unidos para protestar contra Donald Trump. O movimento No Kings virou um retrato da insatisfação crescente com o governo do líder do neofascismo global. As manifestações reuniram mais de 3,2 mil atos planejados nos 50 estados e em várias cidades fora do país, com expectativa de participação acima de 9 milhões de pessoas.
O protesto não mirou apenas a política migratória de Trump. Também houve forte rejeição à participação dos EUA na guerra contra o Irã, uma escalada crimoinosa e absurda que faz o mundo começar a pensar em apocalipse. Em várias cidades, o recado foi o mesmo: há resistência à combinação de autoritarismo interno, repressão migratória e aventureirismo militar no exterior.
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Protesto em massa, desgaste real
A mobilização teve força em centros importantes como Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver e São Francisco. Em Minneapolis, Bruce Springsteen puxou a multidão, num gesto que reforçou o peso simbólico das ruas contra Trump. Em Manhattan, Robert De Niro foi ainda mais duro ao dizer que nenhum presidente anterior representou “uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.
A leitura política do momento é clara. Os protestos acontecem às vésperas das eleições de meio de mandato e mostram que a oposição a Trump não está restrita aos grandes centros. Organizadores relataram aumento no número de eventos anti-Trump até em estados fortemente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah. Ao mesmo tempo, a aprovação de Trump caiu para 36%, o menor nível desde seu retorno à Casa Branca.
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O retrato do desgaste
O Partido Republicano tentou desqualificar os atos, chamando-os de “comícios contra a América”. Mas a imagem que fica é outra: ruas cheias, indignação crescente e um presidente cada vez mais contestado por sua própria agenda de confronto, autoritarismo e violência política.
Os atos deste sábado dão continuidade a uma sequência de mobilizações. A primeira edição do No Kings ocorreu em junho do ano passado, com milhões de participantes. A segunda veio em outubro, também com adesão massiva. Agora, o movimento volta maior e mais duro, num cenário em que Trump insiste em dobrar a aposta tanto dentro quanto fora dos EUA.






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